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Ayurveda e o equilíbrio do PH: os benefícios de uma dieta alcalina

Na Ayurveda o equilíbrio do pH do corpo é considerado um dos grandes focos da alimentação. A dieta ayurvédica é fundamentalmente uma dieta alcalina, em que são privilegiadas as frutas e vegetais frescos, plenos de prana e vitalidade.

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De forma geral, já se tornou senso comum aceitarmos que uma dieta acidificante é responsável pelo surgimento de uma série de desequilíbrios no corpo, potenciando o surgimento da doença, e agravando o Pitta, onde uma dieta alcalina promove a homeostase dos três doshas. A dieta saudável adequada e compatível (Pathya Ahara) é definida como o alimento compatível com os canais do corpo, saboreada pela pessoa sem desequilibrar o corpo e a mente. A dieta deve ser saudável e deve ser tomada com alimentação adequada. A maioria dos problemas de saúde desenvolvem-se devido a hábitos alimentares e métodos de confeção desequilibrados.

 

O corpo e o pH

O pH é medido numa escala de 0 a 14, onde 0 é o extremo da acidez e 14 é o limite da alcalinidade. O pH do nosso sangue é ligeiramente alcalino, e o plasma sanguíneo tem a mesma composição da água do mar que também é alcalino. Para que nossas células permaneçam saudáveis, elas precisam de nadar nesse ‘mar’ interior de pH equilibrado. Considera-se que de forma geral a alcalinidade do corpo deve ser mantida em torno do Ph 7,4, semelhante ao pH do sangue.

 

Contudo, cada órgão e sistema do corpo e, na verdade, cada tipo de célula tem um pH ideal diferente. Mesmo os compartimentos específicos dentro das células têm o seu próprio pH, o que lhes permite manter a eficiência ideal. Habituámo-nos à referência geral de pH atribuída ao estômago, que quando saudável tem um pH em torno de 1 a 2, um milhão de vezes mais ácido que o pH da boca, pois a escala de pH é logarítmica. No nosso corpo, as suas funções metabólicas tendem naturalmente a acidificar o organismo, quer pelos resíduos que se acumula devido às reacções metabólicas que produz (ácido láctico, ácido úrico …), quer pela má digestão, pela respiração superficial em que se retém algum  gás carbónico, pelo ao fumo, pela falta de exercícios e quer por alguns alimentos que promovem a formação de substâncias ácidas.

 

Para manter o pH adequado dentro das células, o pH fora das células também deve ser mantido constante dentro de certos limites. Essa manutenção da estabilidade é conhecida como homeostase e é obtida por meio de vários mecanismos. Cada tipo de tecido do corpo possui a sua própria matriz extracelular que possui uma composição única que garante suporte e estabilidade celular. A homeostase no sangue é particularmente importante e, para manter o equilíbrio, o sangue usa tampões bioquímicos. Esses mecanismos dependem muito do funcionamento ideal dos pulmões, rins e fígado. Qualquer distúrbio da homeostase reduz a imunidade e, portanto, é um fator importante nas doenças e no envelhecimento prematuro.

 

Enquanto a maior parte do processo excretor ocorre através dos rins, a pele também tem um papel importante a desempenhar no tratamento de qualquer excesso. Por isso, é natural que, quando o sangue se tenta livrar do excesso de acidez, isso geralmente leve a doenças de pele, como erupções cutâneas, furúnculos e úlceras. A Ayurveda tem alguns medicamentos muito eficazes para equilibrar a acidez da pele. Uma dessas plantas é a Smilax China (Chobchini), que tem uma grande variedade de aplicações.

 

Uma dieta saudável, de acordo com o tipo constitucional, e exercícios adequados desempenham um papel importante na manutenção da homeostase. No entanto, é essencial no tratamento do excesso de acidez no sistema, – o excesso de Pitta -, e saber quais os órgãos estão a originar o desequilíbrio.

 

O pH na dieta

Quando o nosso sangue está ácido o seu sistema de homeostase vai fazê-lo ir buscar elementos alcalinizantes onde eles existem – como o cálcio dos ossos – de modo a manter o seu equilíbrio. O excesso de acidez no organismo, para além de poder produzir osteoporose, pode produzir alergias, fadiga crónica, uma proliferação de infeções e inflamação generalizada. Havendo mais acidez haverá menos oxigénio, potenciando o surgimento e disseminação de células cancerígenas.

 

A própria Roda dos Alimentos Mediterrânica exalta o consumo de vegetais, frutas e cereais, reservando um espaço menor para lacticínios, leguminosas, carne, ovos e peixe, ou seja, proteínas. É naturalmente nestes grupos que podemos encontrar dos alimentos mais acidificantes, havendo a acrescentar o açúcar branco, a cafeína, o álcool e os refrigerantes, que podem ser consumidos com muita moderação. Os alimentos alcalinizantes são na maioria de origem vegetal, como legumes, grãos inteiros, nozes e sementes, tubérculos, frutas cítricas (limão, toranja, lima), a maioria das frutas (abacate, maçã, banana, uva, cereja, pêssego, peras, ameixas, figos, melões), entre as leguminosas, soja e feijão azuki, milho e trigo sarraceno entre cereais, amêndoas, todas as algas, todas as couves e sal marinho.

 

Aqui fica uma tabela para melhor identificação:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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