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Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar cria ferramenta que deteta uso indevido de enzimas

Nova ferramenta abre caminho a avaliações mais seguras a produtos produzidos com enzimas, como o pão e a cerveja. As enzimas naturais são consideradas não tóxicas, mas atualmente já há muitos produtos a serem produzidos com enzimas industriais.

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Os cientistas da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) desenvolveram uma forma de estimar com maior precisão a exposição dos consumidores às enzimas utilizadas na produção alimentar, melhorando a sua avaliação de segurança, conforme exigido pela legislação da União Europeia.

 

As enzimas são moléculas de proteína que catalisam reações químicas, que são utilizadas na produção de alimentos como pão e cerveja desde há séculos.

 

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Estas são consideradas não tóxicas, uma vez que são produzidos naturalmente por organismos vivos e estão presentes nos ingredientes utilizados para produzir alimentos. No entanto, atualmente muitos alimentos também são feitos com recurso a enzimas alimentares produzidas industrialmente. Estas enzimas são extraídas de tecidos vegetais e animais ou produzidas por fermentação de microrganismos.

 

Neste sentido, «desenvolvemos uma ferramenta de exposição que pode ser adaptada a cada processo alimentar que envolva enzimas alimentares. A ferramenta usa fatores de conversão técnica, o que significa que podemos combinar dados de consumo de alimentos com os níveis de uso de enzimas e levar em conta o nível de transferência de enzimas alimentares em produtos alimentares», explica Christina Tlustos, especialista da AESA, em comunicado.

 

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«Ao harmonizar os níveis de uso de enzimas alimentares e os dados de consumo de alimentos, podemos estimar a exposição do consumidor a essas substâncias com muito mais precisão do que antes».

 

A mesma metodologia será aplicada a todas as restantes aplicações de enzimas alimentares programadas para avaliação pela EFSA.

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