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Autismo: uma visão além da genética

O autismo não é considerado uma doença. Trata-se de um transtorno com cerca de 90% de herança genética e com forte combinação fenotípica. Tanto o autismo como os transtornos do espectro autista (Teas), possuem evidências científicas confirmadas com base na alteração do gene.

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Os estudos mais recentes apontam para uma probabilidade heterogénea entre a influência de modificação fenotípica e a genética antes discutida. Estes estudos relacionam dados genéticos de indivíduos saudáveis ou doentes, com a sua dieta, para alcançarem as conclusões sobre as interferências da dieta na estrutura e expressão genética.

 

De forma a facilitar o entendimento é importante explicar que:

  • O Genoma é o conjunto de todas as moléculas de D.N.A. de um determinado ser vivo, é nestas moléculas que se encontram os genes que guardam as informações para a produção de todas as proteínas que caracterizam os seres.
  • O Fenótipo é definido pelas nossas caraterísticas morfológicas e fisiológicas relacionadas ao comportamento do ser vivo (tipo de sangue, altura, cor de pele, dos olhos, constituição física e os nossos fatores bioquímicos).

 

A “Herança Epigenética Transgeracional”, explica que as experiências de vida podem influenciar os óvulos e os espermatozoides até à quarta geração de forma a mudar o destino determinado pela genética (somos “filhos” dos nossos bisavós).

 

No útero, o feto desenvolve-se estimulado e regulado pelo cérebro da mãe e pelos seus mensageiros hormonais. A maioria dos sistemas do corpo humano desenvolve-se no feto antes do nascimento, pois o estímulo ambiental vem da mãe, isto é, além do genoma do próprio feto, toda a influência epigenética da mãe pode gerar desde logo mudanças no novo ser que cresce no seu útero.

 

Uma alimentação equilibrada e variada molda todos os órgãos e os sistemas do bebé, porque não são os genes adquiridos à nascença que determinam a qualidade de vida do novo ser, mas sim a interatividade entre os genes e o ambiente durante o seu desenvolvimento, até mesmo num transtorno genético como o autismo e os seus variados espectros.

 

Na criança autista é fundamental criar um padrão alimentar personalizado, diferente do adulto e adaptado a cada fase etária de forma a auxiliar no equilíbrio ácido base, para proporcionar um sono reparador e a boa manutenção do sistema gastro intestinal. Este processo melhora a aprendizagem e a interação social.

 

É importante compreender que não podemos mudar os nossos genes, mas podemos através da nossa dieta modificar a sua expressão…

 

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