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Aumento do consumo de atum durante confinamento pressiona sustentabilidade da espécie

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) alerta para consumo excessivo agravado durante o confinamento, sobretudo de atum enlatado. O atum representa 20 por cento do valor de toda a pesca marinha anual e mais de 8 por cento de todos os frutos do mar comercializados globalmente.

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Salada de atum, sandes de atum, pizza de atum, sushi de atum. Seja, grelhado, frito ou cru, não há dúvidas de que o atum é popular em todos os cantos do mundo pela sua versatilidade, além de ser rico nutricionalmente, em ómega-3, minerais, proteínas e vitamina B12. Motivos que levaram à sua pesca excessiva nos últimos anos. Dada a sua versatilidade, preço e facilidade de conservação, o seu excessivo consumo agravou-se durante o agravamento, alerta o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que chama a atenção para o facto de a espécie em risco estar a ser capturada mais rápido do que se consegue reproduzir.

 

A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) constatou que, durante o confinamento global de 2020, o consumo de atum em lata aumentou. Mais de sete milhões de toneladas de atum e espécies semelhantes são pescadas anualmente, das quais 33,3% são pescadas em níveis biologicamente insustentáveis. O atum representa 20 por cento do valor de toda a pesca marinha anual e mais de 8 por cento de todos os frutos do mar comercializados globalmente.

 

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Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza, das 61 variedades de atum conhecidas, sete estão classificadas como ameaçadas de extinção, devido à pesca excessiva e às alterações climáticas, que desoxigenam os oceanos, sendo que os atuns precisam de oxigénio para atingirem tamanhos grandes.

 

Muitos países dependem do atum para o desenvolvimento das suas economias. No mundo, mais de 80 países têm pesca de atum e centenas de milhares de pessoas dependem desta pesca para a sua subsistência.

 

Porém, esta pesca está associada a grandes riscos na cadeia de abastecimento, como a sobrepesca, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada de espécies ameaçadas e em perigo de extinção. Essas atividades ameaçam a sustentabilidade da pesca, dos ecossistemas marinhos e dos meios de subsistência, alerta o PNUMA.

 

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