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Aumento de cesarianas pode estar a influenciar a evolução humana

As cesarianas são um método cada vez mais comum e podem estar a alterar o curso da evolução humana. Um novo estudo austríaco explica porquê.

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Os bebés estão a nascer com cabeças  grandes demais para as pélvis das suas mães, o que leva, segundo a teoria, ao aumento de cesarianas, de acordo com um estudo austríaco recente.

 

Antes do uso generalizado deste método, os bebés maiores e as suas mães tinham uma grande probabilidade de morrer durante o parto. Os autores do estudo, publicado em ‘Proceedings of National Academy of Sciences of the United States of America’, acreditam que o facto de a ‘desproporção feto-pélvica’ continuar a aumentar leva ao aumento das taxas de cesariana, ainda que de momento esta seja apenas uma teoria matemática.

 

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«Parece uma teoria muito razoável», diz Mari Charisse Banez Trinidad, obstetra da Clínica Mayo, ao ‘The Huffington Post’. «Basta olhar para as taxas de obesidade em todo o mundo. Como o nosso peso está a aumentar, o dos nossos bebés também. Não é uma proposição difícil de entender. Se tiver bebés maiores, eles não se encaixam tão facilmente na pélvis. E se tem desproporção pélvica, a cesariana é a maneira mais segura de fazer o parto».

 

Esta noção de que as cabeças dos bebés possam ser demasiado grandes para ser feito um parto normal é muitas vezes interpretada como um ‘mito’, por ser considerado, por grande parte da sociedade, que o parto normal ou ‘natural’ é o método mais eficaz.

 

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Em vários países do mundo, a cesariana é uma preocupação de saúde pública. Embora existam muitas razões pelas quais as mulheres fazem cesarianas, a maioria das quais nada tem a ver com a cabeça ou o tamanho da pélvis. Os hospitais têm sido criticados por terem políticas de cesariana imediata para bebés maiores.

 

«Mesmo que seja uma cabeça maior, a moldação acontece para que se possam encaixar no canal do parto»,explica Trinidade ao ‘The Huffington Post’. «Mas para alguns bebés, essa moldação não é suficiente para permitir que sejam trazidos ao mundo vaginalmente e com segurança».

 

O estudo explica ainda que, entre os primatas, o nascimento humano é o mais difícil porque o bebé é grande em relação ao canal pélvico. «É um enigma evolutivo de longa data saber porque a pélvis não evoluiu para ser mais larga, reduzindo desta forma o risco de um parto problemático», escrevem os autores do estudo.

 

 

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