Home»S-Vida»Atrofia vaginal: um problema que assola mulheres depois da menopausa

Atrofia vaginal: um problema que assola mulheres depois da menopausa

Em Portugal, já existem à disposição alternativas não invasivas e minimamente invasivas que ajudam na resolução deste problema de saúde.

Pinterest Google+
PUB

A transição para a menopausa é um período desconfortável para muitas mulheres. Afrontamentos, falta de libido e mudanças de humor são alguns dos sintomas mais incómodos. Mas há ainda outro, talvez o mais drástico, que afeta cerca de 40% a 57% da população feminina nesta etapa: a atrofia vaginal.

 

A atrofia vaginal, também conhecida por secura vaginal ou vaginite atrófica, corresponde à alteração dos tecidos da vagina e vulva, que surge com a diminuição da produção de estrogénio. A mucosa vaginal fica mais fina e mais frágil, ferindo com facilidade, e de um modo global todos os tecidos da área genital ficam mais laxos.

 

“Com a diminuição da lubrificação natural, as pacientes queixam-se muitas vezes de desconforto e dor durante as relações sexuais, prurido ou corrimento vaginal. É também mais provável que estas sofram de infeções urinárias”, diz Rui Leitão, especialista em cirurgia plástica na Clínica Fisiogaspar, em Lisboa.

 

VEJA TAMBÉM: MENOPAUSA, UM TERÇO DA VIDA DA MULHER

 

A administração de hormonas é dos tratamentos mais comuns no mercado, mais especificamente de estrogénio, por via oral ou tópica. Também estão disponíveis tratamentos mais invasivos, como a aplicação de laser na vagina ou injeções locais de ácido hialurónico. Apesar de eficazes a longo termo, podem ser tratamentos dolorosos ou acarretar efeitos secundários, como é o caso do tratamento hormonal, ou desenvolverem complicações como a fibrose da vagina causada pelos lasers.

 

Tratamento com radiofrequência

Existem já à disposição alternativas não invasivas e outras minimamente invasivas para rejuvenescimento da vagina e vulva, utilizando radiofrequência.  Um dos tratamentos é o FormaV, uma cânula de uso único com o tamanho de um pequeno tampão que disponibiliza radiofrequência tópica às paredes internas da vagina e pequenos e grandes lábios, aquecendo os tecidos gentilmente e de forma totalmente indolor.

 

Este aquecimento promove a síntese de colagénio e aumento o fluxo sanguíneo na zona com restauração das mucosas, diminuindo a secura vaginal, a sua fragilidade, e tem inclusivamente efeito na incontinência urinária de stress (pós gravítica e pós menopáusica) e na laxidão dos grandes e pequenos lábios.

Este tratamento é normalmente repetido de 3 a 6 vezes com intervalos de 2 a 4 semanas e permite a retoma imediata das atividades sociais sem “dowtime”. É um tratamento não invasivo, totalmente indolor, realizado em ambulatório, sem qualquer preparação prévia e virtualmente sem complicações.

 

Além disso, estão também disponíveis os tratamentos Morpheus8 e AccuTite, também de radiofrequência bipolar, minimamente invasivos e não cirúrgicos, o primeiro de radiofrequência fracionada e o segundo por micro agulha.

 

Ao contrário dos tratamentos FormaV, estes últimos são utilizados para rejuvenescimento genital externo com diminuição do tamanho dos pequenos e grandes lábios e do “capuchon” do clitóris, aumentando a elasticidade dos tecidos. Permitem ainda a modelação da forma das estruturas. É realizado sob anestesia tópica ou local, também quase sem tempo de recuperação e sendo muito seguro. O Morpheus8 normalmente necessita 3 a 4 sessões e o Accutite de uma única sessão. “Tratamentos deste tipo são cada vez mais requisitados por mulheres que se queixam de atrofia e flacidez vaginal, que procuram tratar casos leves-moderados de incontinência urinária ou que pretendem fazer rejuvenescimento ou remodelação dos genitais externos de forma não cirúrgica”, comenta Rui Leitão.

 

 

 

Artigo anterior

Rinomodelação: nariz perfeito no tempo de uma consulta

Próximo artigo

Não se deixe contagiar pelo stress natalício