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Atividade física intensa pode retardar envelhecimento até 9 anos

A atividade física regular ajuda a prolongar a vida. Não é mito, está comprovado por este estudo que analisou dados de 5.823 adultos.

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As pessoas com níveis altos de atividade física de modo consistente têm telómeros significativamente mais longos do que quem pratica um estilo de vida sedentário ou é pouco ativo, concluiu um estudo realizado na Brigham Young University, EUA.

 

A idade nem sempre corresponde à idade biológica. «Todos nós conhecemos pessoas que parecem mais jovens do que realmente são. Quanto mais fisicamente ativos somos, menos envelhecimento biológico ocorre no nosso corpo», adianta Larry Tucker, autor principal do estudo, no comunicado da universidade.

 

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Os telómeros são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e ADN que formam os cromossomas. São responsáveis pela estabilidade do cromossoma e impedem o desgaste do material genético. Funcionam como um relógio e estão extremamente relacionados com a idade. Cada vez que uma célula se replica, perde um pouco da sua capa protetora. Portanto, quanto mais velho se fica, mais curtos ficam os telómeros.

 

Segundo o estudo, adultos com níveis elevados de atividade física possuem telómeros com uma vantagem biológica de nove anos sobre aqueles que são sedentários e uma vantagem de sete anos em comparação àqueles que são moderadamente ativos. Para serem altamente ativas, as mulheres do estudo tiveram que praticar 30 minutos de jogging por dia (40 minutos para os homens), cinco dias por semana.

 

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Para o estudo foram analisados dados de 5.823 adultos. À equação também foram adicionadas 62 atividades que os participantes possam ter realizado ao longo de um período de 30 dias. Descobriu-se, então, que os telómeros mais curtos são típicos de pessoas sendentárias e não há uma diferença significativa no comprimento de telómeros entre pessoas que praticam atividade física baixa ou moderada e pessoas sedentárias.

 

«Se quiser realmente ver uma diferença no retardar do seu envelhecimento biológico, um pouco de exercício não chega. Tem de praticar mais vezes e com regularidade», conclui Tucker.

 

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