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Astrologia: relacionar as doze casas

Para uma total compreensão das casas astrológicas, precisamos de olhá-las como um todo: nenhuma das áreas de vida ali representadas faz sentido se não tomarmos em conta todas as outras.

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Vejamos um exemplo:

A Casa V representa, entre outras coisas, a expressão criativa.

  • Para melhor a entendermos, devemos lembrar-nos que a Casa V é produto direto da Casa IV (as bases emocionais, o lar e a vivência familiar na infância). Com efeito, sem esta base interior, nada do que se cria tem sentido ou “alma”.
  • Podemos ainda considerar que a Casa V dá origem à Casa VI: a autoexpressão criativa pode dar lugar ao trabalho de aperfeiçoamento, tendo em vista uma maior eficiência e funcionalidade. E, se quisermos ir mais longe, este apuramento pessoal permite-nos estabelecer relações de igualdade – um assunto da Casa VII.
  • Voltando à Casa V, podemos também complementá-la com a casa XI, a casa oposta. De facto, a criatividade pessoal alcançará a sua maior expressão quando for enquadrada num contexto grupal (casa XI).
  • Sabemos que a Casa V é uma casa de Fogo e Sucedente (ou Fixa).
  • Por ser de Fogo, está ligada à expressão da identidade e pode ser relacionada com as outras casas do mesmo elemento: a I (identidade imediata) e a IX (identidade mais abrangente).
  • Por ser Sucedente, indica uma tendência à estabilidade à continuidade. Podemos por isso relacioná-la com as outras casas sucedentes: a II (coisas concretas), a VIII (sentimentos e inconsciente) e a XI (pensamentos e relacionamentos grupais).
  • O mesmo tipo de inter-relação pode ser estabelecido para todas as outras casas.

 

Épocas ou áreas de vida?

Para quem começa a estudar astrologia, pode existir alguma confusão quanto à interpretação das casas.  Devemos interpretá-las como épocas de vida ou como áreas de vida?  Na verdade, ambas as interpretações são válidas e úteis.

 

As casas podem ser olhadas numa perspetiva temporal, já que mostram etapas da vida: a I indica o nascimento, a IV a infância, a X a maturidade, etc. Não obstante, as casas continuam presentes e atuantes mesmo quando já ultrapassámos essa etapa de vida. Por isso, podemos também considerá-las áreas de vida.

 

Vejamos alguns exemplos:

A Casa I representa o nascimento, a época inicial da existência. O que acontece à Casa I na vida adulta? Na fase adulta, esta casa é indicadora de inícios e de “primeiras impressões”. Sempre que tomamos contacto com uma nova situação ou iniciamos um projeto, estamos a funcionar na área representada pela Casa I. Na vida adulta, ela indica a forma como iniciamos as coisas e também a nossa imagem imediata, espontânea.

Numa outra perspetiva, a Casa IX indica a área dos estudos superiores, das viagens e das buscas espirituais. Esta casa reveste-se de especial significado sempre que estivermos a viver uma época de vida em que esses assuntos estejam em grande destaque.

Esta abordagem poderá ser aplicada a todas as outras casas, tornando a interpretação mais abrangente e esclarecedora.

 

O ascendente, cúspide da Casa 1,

  • É essencial quando se interpreta uma Carta Natal. O temperamento de uma pessoa não só está em harmonia com o seu próprio ascendente, como também, através da sua vida, tenderá a relacionar-se efetivamente com outros que também o tenham; e até a profissão que eleger estará relacionada com o mesmo signo.
  • Representa o corpo físico e a vida da pessoa; a sua constituição, a sua personalidade, a sua aparência. Mostra de que maneira é vista pelos outros, ou como pretende ser vista pelos outros.
  • Tudo aquilo que corresponde à personalidade e ao carácter. O corpo do nativo, a sua vitalidade, o seu comportamento, a sua aparência. O nativo face a si próprio, a sua maneira de se afirmar e de se projetar na vida, os seus meios de o fazer e aquilo que os astros lhe concedem de bom ou mau no nascimento.
  • Aquilo que vai permitir ao nativo orientar o seu destino e fazer funcionar o seu livre arbítrio quando tiver possibilidade disso. É a mais importante, dado que representa a autoconsciência e a reação a estímulos externos. Tudo aquilo que corresponde à personalidade e ao carácter.

 

Na astrologia horária – define o individuo que coloca a questão, o estado de espirito em que se encontra e a sua aparência. Na astrologia médica, significa a vitalidade e a compleição geral. Na astrologia mundana, a nação ou o povo, eclipses, ingressos.

 

Casa 2

  • As finanças da pessoa, as posses, salário e rendimentos, assim como a casa dos valores, dinheiro e valores imateriais. Representa os ganhos ou perdas através do esforço do indivíduo. O seu sentido de autoavaliação. Dinheiro e conforto ganhos e administrados por si mesmo. Tudo aquilo que está relacionado com os bens materiais, a alimentação e a inspiração.
  • As aquisições materiais (o dinheiro, os bens, a riqueza), o comportamento face ao dinheiro, a possibilidade que os astros nos concedem de obter dinheiro através de pura sorte ou de fazer uso do nosso livre arbítrio quando temos ocasião disso.
  • É evidente que, se a sua Casa receber muitos aspetos, as necessidades e o poder ligados ao dinheiro podem tornar-se o centro de interesse que lhe permitirá realizar as suas aspirações ou a sua inspiração, que não é necessariamente de ordem financeira.

 

Na astrologia horária – significa as posses de quem faz a pergunta, os seus bens móveis, empréstimos, lucros e perdas. Na astrologia médica, significa doenças no pescoço, na nuca e nos ombros. Na astrologia mundana, a economia de um povo, a nação, os aliados e apoiantes, assim como as batalhas.

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