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Associações na área da saúde juntam-se para criar o ‘Movimento Doentes pela Vacinação’

Na altura em que se assinala a Semana Europeia da Vacinação, entre 24 e 30 de abril, três organizações juntaram-se para melhor informar sobre a necessária vacinação para prevenir doenças respiratórias. E esperam agregar mais associações.

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Para divulgar recomendações, estatutos e direitos, e sensibilizar a população, profissionais de saúde e governantes para a necessária imunização com a vacina antipneumocócica, a Associação Respira juntou-se à Fundação Portuguesa do Pulmão e ao Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar para lançar o ‘Movimento Doentes pela Vacinação’. Um movimento que esperam vir a agregar outras associações, sociedades científicas e população em geral, com o objetivo comum de «alertar, informar e orientar todos os interessados sobre o tema».

 

Segundo um estudo recente, 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos não estão vacinados contra a pneumonia. De acordo com o mesmo estudo, a falta de indicação médica é a principal razão para que estes adultos ainda não estejam imunizados. Isso apesar de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica (DIP). A prevenção contra a pneumonia, a forma mais comum da DIP nesta faixa etária, é, assim, recomendada, a quem está mais fragilizado, como é o caso dos membros de uma das entidades fundadoras, a Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras doenças respiratórias crónicas.

 

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Conscientes de que o acesso à informação é a base de uma boa prevenção, e de que, por falta de informação, ou de prescrição, ainda são poucos os adultos vacinados, a Respira, a Fundação Portuguesa do Pulmão e o GRESP juntaram-se no Movimento Doentes pela Vacinação. Lançada no dia 26 de abril, no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, a iniciativa tem como principal objetivo sensibilizar doentes, profissionais de saúde, governantes e a população em geral, para a importância da vacinação antipneumocócica na idade adulta.

 

«É necessário dotar a população e os profissionais de saúde de consciência sobre o problema, e para isso, nada como ir ao seu encontro. Começaremos pelas juntas de freguesia, pelos centros de dia, pelos lares e outros locais que frequentam», explica Isabel Saraiva, vice-presidente da Respira, e fundadora do Movimento Doentes pela Vacinação. «Queremos consciencializar estas pessoas dos riscos que correm. Risco desnecessários porque, felizmente, há prevenção. No fundo, queremos que ponham a vacinação na equação, explicar que a vacinação é um direito e que a partilha de informação sobre recomendações, aconselhamento e direitos, é uma obrigação dos profissionais de saúde. Será missão deste Movimento contribuir para o esclarecimento e para divulgação desta temática, para que doentes, profissionais de saúde e até governantes façam as suas escolhas em plena consciência», acrescenta.

 

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O acesso à informação é o primeiro passo para a uma boa prevenção. «As pessoas estão pouco informadas. Temos de alterar este cenário. Mesmo no caso de quem está recomendado e pertence aos grupos de alto risco, logo, com acesso gratuito à vacina contra a Pneumonia, as taxas de vacinação são extremamente baixas. Seja por falta de informação sobre os seus direitos, seja porque não houve prescrição por parte da equipa médica, o facto é que ainda há muitos grupos por imunizar», explica Isabel Saraiva.

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