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Associação Portuguesa Contra a Leucemia quer construir Casa Porto Seguro

Projeto permitirá a doentes hemato-oncológicos deslocados e com carência económica e respetivos familiares ficarem alojados num local, em Lisboa, onde poderão receber apoio durante o período de tratamentos.

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A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) – associação que apoia doentes com leucemia e linfoma e respetivas famílias – quer construir em Lisboa a Casa Porto Seguro, um projeto que permitirá a doentes hemato-oncológicos deslocados e com carência económica e respetivos familiares ficarem alojados num local, onde poderão receber todo o apoio de que necessitam, durante o período de tratamentos necessário à recuperação.

 

O objetivo é ter a casa pronta no final do primeiro semestre de 2020, para «permitir aos doentes terem os familiares junto de si durante o período de tratamentos e de transplante e também que os doentes possam usufruir dos curtos períodos de altas médicas que têm durante este processo, já que não têm possibilidade de fazer longas viagens até às suas casas. Nos casos em que os doentes estão em fase de tratamento, poderão ir ao hospital receber a terapia e regressar a casa, sendo desnecessário percorrerem quilómetros todas as semanas, o que é desgastante física, emocionalmente e também financeiramente», explica à MOOD o vice-presidente da APCL, Carlos Horta e Costa.

 

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A casa de acolhimento será localizada junto ao IPO de Lisboa e ao Hospital de Santa Maria, adianta Horta e Costa.  «Os pedidos chegarão através dos serviços sociais dos hospitais em que o doente se encontra a ser seguido ou está internado», explica.

 

A construção da casa está atualmente na fase do projeto de arquitetura, estando a associação à procura de apoios, seja recursos financeiros para fazer todos os trabalhos ou bens/recursos/matérias primas, como por exemplo material de construção (cimento, tijolos, tintas, madeiras, ferragens, etc..), sistemas de ar condicionado; mobiliário para quartos, sala de estar e jantar, jardim; cozinhas; loiças para wc; eletrodomésticos; entre outros.

 

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De acordo com a APCL, as leucemias, linfomas e os neuroblastomas são os tumores mais frequentes na infância. Em 2014, registaram-se em Portugal continental 1.837 casos relativos a leucemias. Em cada ano, aparecem 60 a  100  novos  casos  por  cada  milhão  de indivíduos. Alguns tipos de leucemia são mais frequentes em determinados grupos etários: a LLA é mais frequente nas crianças e nos jovens; a LMA é mais comum nos adultos e as leucemias crónicas ocorrem geralmente entre os 40 e 70 anos. 90% dos casos de leucemia são diagnosticados em adultos, sendo os tipos mais comuns a leucemia mieloide aguda e a leucemia linfocítica crónica.

 

De acordo com o INE, uma em cada quatro mortes em Portugal deve-se a tumores malignos. Segundo especialistas e as estatísticas, num futuro não muito longínquo (2050), um em cada dois portugueses terá um cancro e um em cada quatro morrerá desta doença. A APCL dedica-se a doentes com doenças do sangue, linfomas, leucemias, síndromes mielodisplásicas e mieloma múltiplo.

 

 

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