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Associação de Doentes de Parkinson cria projetos de apoio psicológico e de fisioterapia para evitar a progressão da doença

O objetivo é colmatar a falta de sessões de fisioterapia devido ao impacto da COVID-19 e apresentar estratégias para lidar com a depressão e ansiedade.

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A pandemia da COVID-19 trouxe várias limitações aos doentes de Parkinson que tiveram de cancelar todas as atividades e sessões de terapia. Para que o estado destes doentes não se deteriore, a Associação Portuguesa de Doentes com Parkinson (APDPk) criou projetos de apoio psicológico e de fisioterapia. O objetivo é colmatar a falta de sessões de fisioterapia e apresentar estratégias para lidar com a depressão e ansiedade.

 

«A doença de Parkinson exige um acompanhamento a diferentes níveis, um apoio que parou devido às restrições e medidas associadas à pandemia da COVID-19, com menos acesso à fisioterapia e mais isolamento. Este foi um período em que muitos doentes sentiram uma grande progressão da doença e regressão de algumas capacidades que já tinham conseguido desenvolver. Contudo, reconhecemos que este período também trouxe oportunidades, associadas às novas tecnologias, mas é preciso fazer as coisas ao ritmo certo: nem todos os doentes têm a mesma capacidade de aceitação no que respeita à progressão da doença e nem todos têm acesso às plataformas digitais», alerta Ana Botas, presidente da APDPk.

 

O diagnóstico de Parkinson é um processo exigente e, com a pandemia da COVID-19, desafiante para todos os doentes. Uma informação que passa por diversos processos desde uma reação de choque, fase de negação, revolta, tristeza e só depois a aceitação, tanto para o doente como para a família. Para ajudar durante o período de isolamento a APDPk destaca algumas medidas que podem ser adotadas:

  • Aumentar a perceção de controlo de determinados aspetos na vida do doente (o que podem fazer e/ou o que podem contar);
  • Manter as rotinas desde a alimentação, horários de sono e atividades;
  • Conviver com outras pessoas (família, cuidadores, amigos);
  • Estimular a criatividade, desempenhar novas atividades, explorar e criar;
  • Explorar e desabafar sobre os sentimentos e aumentar a perceção que estes são normais.

 

Além disso, para contribuir para a fase de aceitação e aumentar o apoio psicológico a APDPK criou ainda o projeto “Lado a Lado”.  Um projeto gratuito para todos os associados do país que vai desde grupos de chamadas via zoom, inclusive só para cuidadores, a telefonemas para quem não têm acesso às novas tecnologias.

 

«A base do projeto é dar apoio a estas pessoas, sobretudo numa época em que se exige algum distanciamento social. Esta é uma patologia de elevada progressão e incapacitante e, com o receio de infeção por COVID-19, devido às complicações associadas, estes doentes foram alvo de um grande isolamento. Temos de encontrar mecanismos de superar este distanciamento. Reforço que este projeto é ainda fundamental para os doentes que estão numa fase inicial e que até podem escolher isolar-se para esconder a doença», reforça Ana Botas.

 

Mas este não foi o único projeto que ganhou vida durante o período de pandemia da COVID-19. Para colmatar as necessidades criadas com a ausência de fisioterapia, que levou a que muitos doentes tivessem uma elevada regressão da doença, a APDPk criou o projeto “Pára-quedas”. «Este projeto foi pensado para aquele que é a principal consequência da progressão da doença de Parkinson: as quedas. Sabemos que há inúmeras estratégias que podem reduzir as quedas e a sua gravidade, desta forma, queremos capacitar todas as pessoas diagnosticadas com a doença de Parkinson, desde estadios iniciais aos mais avançados, para fazerem escolhas informadas e para terem conhecimento sobre como gerir o antes (prevenção) e depois (recuperação) destes episódios de quedas. Neste momento, o projeto funciona via zoom, mas, assim que a pandemia da COVID-19 acabar, retomamos as aulas de grupo», destaca Ana Botas.

 

 

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