Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»Asma não encontrada em um terço dos adultos previamente diagnosticados com a doença

Asma não encontrada em um terço dos adultos previamente diagnosticados com a doença

Os resultados do presente estudo sugerem que, sempre que possível, os médicos devem solicitar testes objetivos como, por exemplo, espirometria pré-broncodilatadora e pós-broncodilatadora, medidas de pico de fluxo ou testes de bronquite para obter confirmação da doença.

Pinterest Google+

Cerca de um terço das pessoas diagnosticadas previamente com asma deixaram de ter sinais da doença, de acordo com uma notícia divulgada pelo ‘Jornal da Associação Médica Americana’ (‘JAMA’).

 

O diagnóstico de asma pode ser difícil, uma vez que existem vários tipos e todos com diferentes características clínicas. A asma pode ser episódica ou pode seguir um curso de recaída e remitência, o que complica ainda mais as tentativas de chegar a um diagnóstico com base num único encontro paciente-médico. Embora a asma seja uma doença crónica, a taxa esperada de remissões espontâneas de asma para adultos e a estabilidade do diagnóstico são desconhecidas.

 

Veja também: Crianças consomem excesso de sal

 

Um estudo realizado por uma equipa do Instituto de Pesquisas do Hospital de Ottawa, Canadá, incluiu 701 adultos que relataram um histórico de asma diagnosticado nos últimos cinco anos. Os participantes foram avaliados quanto ao pico do fluxo expiratório e foram monotorizados os sintomas, feita uma espirometria (medidas da função pulmonar) e testes de bronquite.

 

Aqueles que utilizaram medicamentos diários para a asma tiveram os seus medicamentos gradualmente diminuídos ao longo de quatro visitas. Os participantes em quem um diagnóstico de asma atual foi finalmente descartado foram acompanhados clinicamente com vários testes de desafio brônquio ao longo de um ano.

 

Dos 701 participantes, 613 completaram o estudo e poderiam ser conclusivamente avaliados com um diagnóstico de asma atual, que foi descartada em 203 de 613 participantes do estudo (33%). Doze participantes (2%) revelaram ter graves condições cardiorrespiratórias que tinham sido previamente diagnosticadas como asma. Após 12 meses de seguimento, 181 participantes (30%) continuaram a não apresentar evidências clínicas ou laboratoriais de asma.

 

Veja também: A melhor forma de cobrir um espirro

 

Os participantes em que a asma atual foi descartada, comparados com aqueles em quem foi confirmada, apresentaram menor probabilidade de serem submetidos a testes de limitação do fluxo aéreo no momento do diagnóstico inicial (44% vs 56%,respetivamente). Mais de 90% dos participantes em quem a asma foi descartada pararam a medicação durante um ano.

 

São dois os fenómenos que podem explicar esta dificuldade em confirmar a asma atual em 33,1% das pessoas neste estudo. «A remissão espontânea de asma anteriormente ativa e o diagnóstico errado de asma na comunidade» escrevem os autores. Os resultados sugerem que, sempre que possível, os médicos devem solicitar testes objetivos, como espirometria pré-broncodilatadora e pós-broncodilatadora, medidas de pico de fluxo ou testes de bronquite para confirmar a asma no momento do diagnóstico inicial.

Artigo anterior

Sacos de plástico convencionais substituídos por outros feitos de cascas de camarão

Próximo artigo

Atitude competitiva é chave para a prática de exercício