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As sete tendências dos consumidores europeus para 2017

Desde a redução do açúcar em muitos produtos, passando pela preocupação maior com o planeta e pelos inovadores métodos de pagamento, a consultora Mintel apresenta um mercado fervilhante e inovador.

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As principais tendências de produtos que terão impacto na mentalidade dos consumidores na Europa em 2017 foram revelados pela consultora Mintel e são sete.

 

Recentemente, o Reino Unido declarou um imposto sobre o açúcar, o que se traduz num novo desafio para as marcas europeias e o primeiro que a Mintel refere como desafiante para 2017. As marcas internacionais de refrigerantes já estão a fazer um esforço para se reformularem e inovarem, esforço esse que aumentará este ano. Recorde-se que, na mesma linha, em Portugal, o Governo também aumentou os impostos sobre os refrigerantes em 2017.

 

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Esta pesquisa da Mintel revela, assim, que o comportamento relativamente ao açúcar está a mudar em toda a Europa, com mais de seis em dez consumidores polacos (63%) e espanhóis (63%) a reduzirem ativamente o consumo de açúcar. Italianos, franceses e alemães seguem na mesma linha. Em vez de se contestar a legislação, os refrigerantes gaseificados continuarão a ser reduzidos nos tamanhos da lata/garrafa e a serem reformulados com alternativas sem açúcar. Está prevista uma dificuldade acrescida para as marcas se optarem pela via ‘natural’, pois a base de plantas adoçantes, como folhas de stevia, têm de ser processadas.

 

A pesquisa da Mintel revela que 53% dos consumidores de refrigerantes gaseificados no Reino Unido afirmam que reduziriam ou interromperiam o consumo de refrigerantes gaseificados açucarados se o preço aumentasse 24% por litro (0,29€) como resultado do imposto sobre o açúcar. «A consciência crescente do custo da obesidade para a sociedade ameaça um ponto de inflexão onde os consumidores evitam as liberdades pessoais a favor de um imposto do pecado, onde o açúcar se torna ‘o novo tabaco’», explica Richard Cope, consultor de tendências da Mintel.

 

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Uma segunda tendência será o aumento da credibilidade de África e das suas infraestruturas devido ao aumento do seu PIB. «Em 2017, a Europa começará a alcançar os benefícios da crescente classe média em África e a melhorar rapidamente a conectividade que está a ajudar as pessoas a terem acesso ao crédito para iniciarem os seus próprios negócios. Uma série de fatores estão a aumentar as perspectivas de África, incluindo a sua juventude, a crescente independência e crescente classe média», elucida o consultor.

 

A maioria das marcas de alimentos e bebidas europeus já lançaram gamas de alimentos no mercado africano. Também, vários ingredientes e produtos africanos têm um potencial enorme em toda a Europa, desde grãos antigos sem glúten, como o sorgo, compotas de infusão de rosas, chocolate tanzaniano gourmet, cerveja etíope Tella e grão de bico, sendo que alguns já estão a encontrar o seu caminho para o mercado.

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