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‘As Primeiras’ conta a história das primeiras portuguesas a seguirem profissões de homens

A primeira advogada, médica, mulher-polícia, faroleira, camionista, aviadora, paraquedista, guarda-freio, reitora, maestrina… As autoras Luísa V. de Paiva Boléo e M. Margarida Pereira-Müller lançam as biografias de mulheres portuguesas que tiveram coragem para se emancipar num mundo de homens. E nem todas são histórias distantes. Há uma que remonta a 2018.

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Acaba de ser lançado o livro ‘As Primeiras – Pioneiras portuguesas num mundo de homens’, de Luísa V. de Paiva Boléo e M. Margarida Pereira-Müller, e editado pela Esfera dos Livros. O livro tem como objetivo dar a conhecer a história de vida de mulheres portuguesas, a maioria anónimas, que conseguiram entrar num mundo que lhes estava até ali vedado, mostrando coragem para se emanciparem e e seguirem os seus talentos, interesses ou sonhos, tornando-se inspiradoras da mudança na senda da igualdade de oportunidades.

 

Em 1946 a atriz Bárbara Virgínia passou para trás das câmaras e dirigiu o filme Três Dias Sem Deus, tornando-se na primeira realizadora portuguesa. Lurdes Baptista escolheu uma profissão que muitos veem como masculina: calceteira. Mas isso não a fez desistir de ornamentar os passeios de Lisboa. A 28 de junho de 1942, o jornal O Século noticiava: «A primeira arquiteta portuguesa defendeu tese na escola de Belas Artes e foi aprovada.» Maria José Estanco tornava-se assim a primeira mulher a exercer esta profissão. Já Maria de Lourdes Pintasilgo foi a primeira chefe de um Governo e Natércia Couto a primeira maestrina em Portugal. Em 2018, Noémie Freire ocupou um cargo nunca atribuído a uma mulher portuguesa: submarinista.

 

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Estas são apenas algumas das mulheres retratadas neste livro, que nos apresenta a biografia de mulheres pioneiras portuguesas: a primeira advogada, médica, mulher-polícia, faroleira, camionista, aviadora, paraquedista, guarda-freio, reitora, maestrina, realizadora de cinema, maquinista da CP, forcada, juíza no Supremo Tribunal de Justiça, reitora, antropóloga, entre tantas outras. Porque não basta saber o nome das pioneiras portuguesas, é preciso conhecer a sua história e perceber como conseguiram entrar num mundo que lhes estava até ali vedado, abrindo portas para que outras mulheres pudessem trilhar um caminho similar.

 

É esse o intuito deste livro: associar um nome a uma vida, muitas vezes feita de coragem e resiliência, e retirar da sombra vivências e legados de mulheres portuguesas que tiveram a coragem de se emancipar e escolheram ousar e seguir os seus talentos, os seus interesses, os seus sonhos, tornando-se inspiradoras da mudança na senda da igualdade de oportunidades.

 

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«De um modo geral, neste tipo de obra, escolhem-se pessoas que são conhecidas do grande público por terem atingido o palco da fama. Aqui o critério de seleção foi outro. As autoras selecionaram mulheres famosas pelo trabalho que produziram e pelas funções que desempenharam. Mas também outras, desconhecidas ou esquecidas que deram, no entanto, o seu contributo, igualmente precioso, para atingirmos o objetivo maior: o reconhecimento do direito à igualdade e à paridade», conta Maria Antónia Palla, no prefácio do livro.

 

AUTORAS

 

Luísa V. de Paiva Boléo

Frequentou a Escola de Belas Artes do Porto e de Lisboa. Licenciada em História pela Universidade Autónoma de Lisboa. Frequentou o mestrado de História e Culturas do Brasil na Universidade de Lisboa. Funcionária Pública ligada às Bibliotecas, Serviços de Documentação e editora de revistas no Gabinete de Direito Europeu e na CIDM (Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres). Publicou diversos livros, entre os quais se destacam D. Maria I. A Rainha Louca, Lisboa, Esfera dos Livros, 2009 e D. Maria II. A Rainha Insubmissa, Esfera dos Livros, 2014. Colabora no sítio www.leme.pt com dezenas de curtas biografias, de que ressalta D. Catarina de Bragança; A Rainha Jinga; Santa Clara de Assis, Carolina Michaëlis de Vasconcelos.

 

Margarida Pereira-Müller

Antiga Aluna do Instituto de Odivelas. Licenciada em Filologia Germânica, com uma pós-graduação como Documentalista Científica, do Lehrinstitut für Dokumentation em Frankfurt, e a pós-graduação em Edição e Publicação, da Universidade Católica Portuguesa. Foi chefe de redação das revistas especializadas Marketing & Publicidade e Briefing. Um ano depois passou a trabalhar como jornalista freelancer (marketing, viagens, gastronomia, hotelaria, restauração, biografias) para diversos meios de comunicação portugueses e estrangeiros. Já publicou seis livros de contos, 26 livros de gastronomia e dez biografias.

 

 

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