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As origens da astrologia: sabe como tudo começou?

Os textos mais antigos a que podemos aceder testemunham o interesse dos nossos antepassados pelo tempo, pelos ciclos que o ritmam e pelo lugar do Homem no cosmo.

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«O homem, resumo do universo, é um microcosmo, em relação a este ou um macrocosmo, resumo do mundo que é um todo, do qual ele é parte integrante, estando por consequência, submetido às mesmas leis universais».

 

Desde sempre e em todas as civilizações tradicionais, o Homem voltou o seu olhar para o céu, à procura de sinais, presságios, e informações que lhe permitissem aumentar o conhecimento de si e do mundo que o rodeia. Os textos mais antigos a que podemos aceder testemunham o interesse dos nossos antepassados pelo tempo, pelos ciclos que o ritmam e pelo lugar do Homem no cosmo.

 

A diversidade de sistemas astrológicos que se desenvolveram e estruturaram nas diversas civilizações parece resultar muito mais de variações culturais do que de divergências profundas relacionadas com os fundamentos básicos da ciência dos planetas. De facto, em todas estas tradições, o Homem é visto como intermediário entre o Céu e a Terra. O axioma fundamental é sempre a analogia entre o Homem e o Universo. Por todo o lado, distinguem-se conjuntos coerentes de arquétipos que permitem conhecer ou caraterizar cada parte e cada elemento deste cosmo.

 

No Ocidente, a astrologia tal como a conhecemos vai buscar as suas raízes ao mundo antigo, ao Egipto e depois à Grécia. Autores como Ptolomeu e Plotino marcaram durante muitos anos os praticantes que se seguiram. Nesta época, o astrólogo era sobretudo um psicólogo ou até mesmo um filósofo. Na Idade Média, estas tradições são essencialmente detidas pelos árabes, antes de se difundirem plenamente no mundo cristão. O homem de saber e o astrólogo são, nessa altura, religiosos.

 

O Renascimento vê o apogeu da tradição astrológica. O astrólogo desta época é frequentemente o alquimista, o naturalista, ou seja, um homem de ciência, humanista. É com a chegada do cartesianismo, nos séculos XVIII e XIX, que a medicina ocidental corta todas as ligações com a Astrologia e reduz o Homem a um sistema mecânico que funciona segundo as regras da probabilidade e do acaso.

 

As suas origens

Evidentemente, foi essencial, para que se desenvolvesse a interpretação da astrologia, que os astros ocupassem um lugar relevante no espaço da antiga cultura mesopotâmica. Os astros eram considerados sinais gráficos utilizados amplamente para representar uma determinada divindade. Também se adoravam os planetas astronómicos restantes, visíveis a olho nu (definidos, em oposição às estrelas, como ovelhas selvagens e desgarradas e por isto especialmente significativos). No grandioso e auriluzente Júpiter manifestava-se Marduk, o deus da criação e da cidade da Babilónia, cujo filho Nabu era visto no planeta Mercúrio, enquanto o funesto Nergal, que trazia desgraça, era vislumbrado no Marte vermelho e no Saturno opaco, um velho sol cansado, que se associava ao deus das tempestades Ninurta (anteriormente Ninibe).

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