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As novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia

A redução do risco em 1% da população evitaria 25 mil casos de doenças cardiovasculares e economizaria 40 milhões de euros por ano, num único país europeu.

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A Sociedade Europeia de Cardiologia lança, hoje, as novas diretrizes de prevenção de doenças cardiovasculares em indivíduos e populações, publicadas em vários jornais e revistas da especialidade, assim como expostas em congressos europeus sobre o tema.

 

Segundo as declarações de Massimo Piepoli, líder da equipa que defeniu as novas guidelines, no comunicado de imprensa, «nos últimos 30 anos verificou-se uma diminuição nas mortes por doenças cardiovasculares, principalmente devido à melhoria do tratamento da doença cardíaca e quedas nos níveis de colesterol, pressão arterial e tabagismo». Porém, esta tendência é contrariada pelo «aumento da obesidade e diabetes tipo 2 e  baixa adesão às mudanças de estilo de vida».

 

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Segundo o documento, a redução do risco em 1% da população evitaria 25 mil casos de doenças cardiovasculares e economizaria 40 milhões de euros por ano num único país europeu. Elucida, também, a importância de novas leis e políticas mais fortes sobre a alimentação, como legislar a composição de alimentos para reduzir calorias, sal, gordura saturada, açúcar e tamanhos de porção limite; eliminar as gorduras trans produzidas industrialmente; água e alimentos saudáveis disponíveis nas escolas e locais de trabalho, fiscalizar a transação de bebidas alcoólicas e regularizar a localização e a densidade de lojas de fast food.

 

As diretrizes defendem, ainda, a importância da atividade física e de leis que a promovam, por exemplo, incentivos fiscais para comprar equipamentos de exercícios ou subscrições no ginásio ou aumentar os impostos sobre os combustíveis.

 

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Na matéria do tabagismo, defende-se o restringimento da  publicidade e venda, a proibição de fumar nas escolas e dar aos cigarros eletrónicos as mesmas restrições de comercialização dadas aos cigarros.

 

O impacto negativo da poluição do ar sobre a saúde do coração é destacada e pode ser melhorada através da redução de impostos sobre carros elétricos e híbridos. «Um ambiente saudável é essencial para a prevenção de doenças cardiovasculares. Os legisladores precisam de assumir maior responsabilidade pelo bem-estar da sua nação através da tributação de escolhas menos saudáveis e incentivar as boas escolhas», defende Piepoli, presidente da ‘Task Force’, no comunicado à imprensa. .

 

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