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«As nossas casas estão cada vez mais tóxicas, tecnológicas e mecanizadas»

Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes, especialistas em bio-habitabilidade e geobiologia, recorrendo a estudos científicos para fundamentar os seus conhecimentos, apresentam o livro ‘Uma Casa Mais Saudável, Uma Família Mais Feliz’. O objetivo é ajudar as pessoas a tornarem as suas casas mais saudáveis.

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De que forma então é que os eletrodomésticos interferem silenciosamente no nosso bem-estar?

Miguel Fernandes – Os eletrodomésticos facilitam muito a vida dentro de casa, mas é necessário usá-los de uma maneira correta. Na verdade, todos os eletrodomésticos são fontes de contaminação elétrica e eletromagnética. Muitos deles possuem motor incorporado e, como tal, potenciam o seu efeito contaminante. É um facto com a qual contactamos diariamente no nosso habitat.

 

Por um lado, todos os fenómenos que acontecem no ser humano são diretamente e indiretamente de carácter eletromagnético. Ou seja, os campos eletromagnéticos estão presentes na própria fisiologia natural do corpo humano que, por vezes, necessita de eletricidade para realizar muitas das suas funções biológicas, nomeadamente na atividade neuromuscular, na absorção de nutrientes na digestão e respetiva assimilação pelas células, etc.

 

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Como se pode verificar o nosso corpo reconhece e convive pacificamente com os campos eletromagnéticos. No entanto, o nosso organismo não está preparado para enfrentar a sobre-exposição com a qual somos, hoje em dia, confrontados e nesse sentido quaisquer fontes de contaminação eletromagnética externa e extrema vai de um ponto de vista físico inevitavelmente interferir nesses fenómenos, podendo naturalmente perturbá-los.

 

Neste contexto, são várias as referências científicas entre a exposição à contaminação elétrica e eletromagnética e a existência de variada sintomatologia e/ou múltiplos problemas de saúde. Desde alterações ao nível do sono (insónias, sonambulismo, pesadelos), passando por alterações do comportamento/distúrbios nervosos (irritabilidade, stresse, ansiedade), depressão até doenças crónicas e oncológicas…

 

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Por esta altura, os nossos leitores estão a questionar-se sobre a Internet wireless que está amplamente massificada em Portugal. Que perigos existem para a saúde?

Miguel Fernandes – São variadíssimos os estudos científicos que apontam para as consequências nocivas que a tecnologia wi-fi exerce sobre a nossa saúde. A OMS, através da “International Agency for Research on Cancer” (IARC), classificou em 2011 os campos eletromagnéticos de alta frequência originados por telemóveis, tecnologia wi-fi, etc., na categoria 2B, isto é, como agentes possivelmente cancerígenos.  

 

Mais especificamente, para ter uma ideia:

– Provoca o aumento da frequência cardíaca, do ritmo respiratório, etc.;

– Aumento do risco de cancro (nomeadamente leucemias infantis, cancro cerebral, cancro da mama, etc.);

– Aumento das reações alérgicas (asma, eczema, febre do feno/rinite alérgica, etc.);

– Aumento do risco ao nível da infertilidade;

– Etc.

 

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O que se pode fazer em casa para minorar esses perigos do wi-fi?

Miguel Fernandes – A substituição desta tecnologia por outras mais seguras para a saúde, é a solução ideal.

 

Na verdade, existem alternativas de ligação à internet que não produzem as radiações que a tecnologia wi-fi emite e que passam por soluções bem mais simples, mais seguras e mais saudáveis como é o caso da utilização do cabo ou fibra ótica. Em última instância, limite a utilização da internet sem-fios ao estritamente necessário, desligando-a no router durante a noite.

 

Também é importante evitar a utilização de telefones sem fios, substituindo-o pelos tradicionais telefones, bem como de sistemas de alarme que funcionam com este tipo de tecnologia.

 

Neste contexto, é essencial sensibilizar a população e educar as nossas crianças sobre os perigos associados às radiações emitidas pela tecnologia sem-fios (wireless, telefones móveis, telefones sem-fios ou quaisquer outro dispositivo sem-fios).

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