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As lições que as crianças nos ensinam sobre felicidade e o que as marcas podem aprender com isso

Importa agora saber o que vamos fazer com esta energia infantil! Se pudermos de alguma forma contribuir com entusiasmo e curiosidade, alcançando formas mais elevadas de criatividade, temos o complemento perfeito.

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“Mamã, sabes uma coisa? Para o ano já vou ser capaz de nadar sem braçadeiras!” – sorriso rasgado, de orelha a orelha, e esta mãe a pensar como o tempo passou tão rápido. Sim, vais saber nadar e vais saber escrever também e de certeza que, pelo camino, vais aprender tantas outras coisas novas que te vão fazer sorrir assim.

 

Sabes, nós, os adultos, perdemos essa capacidade de sorrir pelas pequenas coisas e é uma pena. É tão bom, ficar assim feliz pelas pequenas conquistas. Ao ver-te sorrir dou por mim a pensar o que será que nos faz falta, a nós adultos, para reaprendermos a apreciar “A beleza das pequenas coisas” (como diz o podcast de Bernardo Mendonça)?

 

Na procura de respostas a esta pergunta percebi que, as lições que as crianças nos ensinam sobre felicidade podem ser aplicadas aos adultos, para que reaprendam a ser felizes, mas também às marcas, para as ajudar a aproximarem-se dos consumidores. E esta, hein?!

 

VEJA TAMBÉM: CONSUMO: DECLARA-SE ABERTA A ÉPOCA DE NATAL

 

Agora sou eu que estou de sorriso rasgado. Fantástico!

 

Eis então algumas lições que as crianças nos ensinam sobre como “ser feliz” e a receita para as aplicar às marcas:

Estar presente. As crianças escolhem viver naturalmente o momento sem stressar com outras tarefas. As marcas devem estar presentes na vida dos consumidores permitindo-lhes “não stressar” com algumas das suas tarefas, aliviando-lhes o trabalho, o tempo de execução, a procura, ou outro. Estar presente na hora e no local certo!

 

Ser espontâneo. Porquê deixar a diversão só para o fim de semana ou para os aniversários? As crianças aproveitam todos os momentos de alegria durante o dia. As marcas devem também elas procurar mais “happy hours”. Espontaneidade, simplicidade e proximidade são as chaves da diversão. É seguir o exemplo dos miúdos e “have fun”.

 

Ter uma voz. Sabemos que as crianças estão sempre a chamar a nossa atenção. Querem ser vistas e ouvidas. Quem não quer? Eu sei que as marcas querem! Por isso devem procurar quem as valorize, diga bem delas e mostre como são importantes (os promotores das marcas, os influenciadores, os que vestem a camisola, calçam as sapatilhas e o que houver).

 

Quebrar as regras. Quem disse que não se podem usar galochas num dia de sol? Ou que não podemos usar umas calças brilhantes e uma camisa às bolinhas? A regra é que cada um se sinta bem na sua pele. O mesmo é válido para as marcas. Esqueça as fórmulas e as ideias pré-concebidas. Diga não às cópias. Escolha ser original. Escolha as regras que quer quebrar. Sem medos!

 

Dançar. As crianças adoram música e movimento, em qualquer lugar, a qualquer hora. Não esperam a aula de ballet ou que a discoteca abra para dançar. As marcas devem permitir-se criar movimento nas suas comunicações. Não se devem manter estáticas sob pena de perderem a atenção dos consumidores. Dance e leve os consumidores a dançar consigo. Na rua, na cozinha, na sala, no quarto. Dance onde for, mas, dance!

 

Começar com um quadro em branco. Mesmo que vão para a cama a fazer beicinho a verdade é que as crianças acordam felizes, sem pensar no que aconteceu no dia anterior. Um novo dia é a oportunidade de começar de novo. Para as marcas, um novo dia é mais uma oportunidade de se conectar com os seus consumidores e reescrever (ou desenhar) a sua história. É aproveitar cada quadro em branco.

 

Rir. É tão fácil fazer uma criança rir. Já um adulto, é bem mais difícil.O ritmo dos dias, as agendas, as responsabilidades tornam-nos muitas vezes demasiado sérios. Devíamos permitir-nos rir mais vezes, até sem motivo (conhecem o yoga do riso? Espreitem). É terapêutico. As marcas podem e devem usar mais do humor (bem feito!) na sua comunicação. Sempre respeitando a estratégia, os valores e a missão da marca, aportando leveza à mensagem.

 

Aproveitar o exterior. As crianças gostam de correr sem parar, rebolar na relva, arranhão aqui, rasgão ali e, no final do dia, chegar a casa cansadas, mas felizes. As marcas devem comunicar no exterior (out of home) aproveitando e promovendo os momentos de lazer das famílias e as viagens. Certamente se lembram do “É bom sujar-se” da Skip e da mensagem que traz consigo.

 

Amar. As crianças são atraídas pelo que adoram fazer. Gostam tanto que são capazes de fazer a mesma coisa 100 vezes seguidas sem se fartarem (já comer sopa a cada refeição é “muito aborrecido” porque “já comeram ontem”). As marcas devem conseguir levar os consumidores que “amam a sua marca” a voltar mais vezes para repetir 100 vezes a experiência e querer voltar no dia seguinte sem se aborrecerem (como com a sopa; já perceberam a ideia). Ame o que faz e o seu cliente vai perceber isso.

 

Contagiar. Não, não estou a falar do vírus, estou a falar de alegria. Alegria gera alegria. As crianças têm a capacidade de apreciar as coisas simples e alegrarem-se com elas. Como uma borboleta que pousa perto, ou o camião dos bombeiros que passa com a sirene ligada, ou o gelado colorido que faz lembrar um arco-íris. Estamos rodeados de coisas alegres, só temos de estar atentos. Às marcas cabe comunicar de forma positiva e alegre para nos contagiar.

 

Incluir. As crianças aceitam, na generalidade, os outros exatamente como eles são. Elas não julgam. Nunca tanto se falou de inclusão e diversidade como agora, mas, nunca é de mais lembrar que cabe a cada um de nós garantir que estes temas não se tornam simples chavões, e que as marcas se tornam agentes de igualdade, integridade e inclusão.

 

Questionar. Ser curioso é uma das características mais admiráveis das crianças. Questionam tudo e todos sem medo ou vergonha. Absorvem tudo e, por norma, adoram aprender. As marcas devem procurar conhecer o consumidor e o mercado, aprendendo com eles. Devem procurar novas experiências e oportunidades, quer para aprender quer para aplicar o que aprenderam.

 

Ser autêntico. Há coisa que não se duvida das crianças – Autenticidade! Elas simplesmente sabem quem são. As marcas devem saber muito bem quem são e devem manter-se fiéis e autênticas. Se, por algum motivo se desviam, devem procurar o caminho de volta para o que sabem que são.

 

Sentir. Li uma expressão que adorei. Dizia que as crianças deixam as emoções nas suas mangas. Quem tem filhos sabe bem o que as mangas sofrem. Se estão tristes, choram e limpam as lágrimas…nas mangas. Se estão felizes, sorriem e riem, comem gelado e limpam a boca…nas mangas 😊. A verdade é que não deixam as emoções por mostrar. Apresentam-se na sua versão perfeita e imperfeita, sem receio. As marcas devem também permitir-se sentir, mostrar as suas fragilidades, assumi-las e humanizar-se, sempre que necessário (e possível).

 

Todos temos esta criança dentro de nós. A que não aguenta ter um novo aparelho à sua frente sem carregar nos botões (eu confesso que não consigo passar no corredor dos brinquedos, por aqueles que dizem “try me” e não carregar em um ou dois. E vocês?). A que vibra com as novidades e quer sempre saber mais. A que tem milhões de perguntas e que quer viajar o mundo. A que não consegue ouvir uma certa música sem bater o pezinho. A que adora um adereço natalício que brilha.

 

Importa agora saber o que vamos fazer com esta energia infantil! Se pudermos de alguma forma contribuir com entusiasmo e curiosidade, alcançando formas mais elevadas de criatividade, temos o complemento perfeito.

 

Eu já dei 14 de ideias de como podemos aproveitar as lições de felicidade das crianças e fazer marcas felizes. Agora é aproveitar a deixa e fazer também gestores de marca felizes. Embarcamos numa aventura “To infinity and beyond” (Buzz Lightyear, Toy story)?

Sejam felizes.

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