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As casas astrológicas: de onde surgem

Seguindo o tema 'Estudar Astrologia: conhecer as raízes da tradicional e adaptação à moderna'. Para podermos ligar ao palco onde tudo isto funciona, ou seja, os planetas e os signos compondo a história, precisamos saber de onde surge a ideia das Casas Astrológicas.

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Os antigos ligavam o termo “Casa” à sua habitação, logo, só podia ser entendido um planeta na sua “habitação” e não no signo como fazemos primeiro numa análise com a AM (Astrologia Moderna), pois hoje ligamos o “lugar” e não a “habitação” de uma família.

 

As Casas dão força ao planeta onde estiver localizado, trazendo “lugares harmoniosos ou desarmoniosos” e que para esta designação temos que estabelecer o devido critério.

O primeiro critério liga-se ao assunto conhecido nas casas angulares, cadentes ou sucedentes, ligado aos cardinais, fixos e mutáveis que varia de acordo com o aspeto que faz ao ascendente. Temos que reforçar que na AT (Astrologia Tradicional) o ascendente é o local do nascimento e máximo do ascender do SER é onde se situa o ponto mais alto do Sol, às 12h00 na casa 10. Assim é como dizermos que algo esta no lugar certo na hora certa.

 

Um planeta que rege uma Casa ou um “Lugar” tem de lidar, negociar, sendo que o dispositor da casa, por exemplo se a casa abrir em Balança, será o dispositor Vénus desse “lugar”. Se estiver numa casa forte, torna-se mais forte e vice-versa. Outro exemplo, se tivermos um planeta num “Lugar” desfavorável como a Casa 6 e o regente estiver no ascendente, pode-se tornar favorável. É o regente de uma Casa forte num “lugar” difícil. Neste último caso, pode trazer a informação de ser complexa a sua ação, mas indicar um processo evolutivo ao individuo.

 

Na AT, o máximo de eficiência com relação aos “lugares” chama-se de angularidade. Na AM usamos: Cardinal- Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio, as Casas 1, 4, 7 e 10.

 

Algures na história a delineação astrológica foi análoga ao ritual formal, estabelecendo as direções, leste, sul, oeste e norte, fundamentais para as localizações geográficas. O que chamamos de Casas sucedentes, 2, 5, 8 e 11, são pós-ascendentes e é como se tivessem uma qualidade neutra. Estas Casas são representadas por Touro, Leão, Escorpião e Aquário. As casas cadentes, 3,6,9 e 12 são as casas de declínio, conhecidas pelo signo natural como Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes. Com significado de queda, é como se elas não tivessem condições adequadas para o florescimento dos planetas.

 

Olhando para o zodíaco natural e os “lugares” que habitam, verificamos que a Casa (lugar), por exemplo 11, uma casa sucedente, é um bom lugar em relação ao ascendente realizando um sextil, aspeto de 60º. E se continuarmos a observar, verificamos que a Casa 9 faz um trígono, aspeto de 120º, ao ascendente. Apesar de serem sucedentes têm relação harmoniosa com o ascendente dando força ao planeta que estiver lá situado.

 

Reforço a necessidade de manter a visão da astrologia que é homogénea, sendo as coordenadas geográficas, ou seja, acima do horizonte (equador) Norte, abaixo do horizonte Sul. Sendo que este tema ainda gera polémica com a troca dos hemisférios.

 

Continuando com o tema das casas sucedentes, estas conferem circunstâncias de força ou de fraqueza, sendo que as casas 6 e 12 difíceis porque não fazem aspetos em relação com o ascendente.

 

Paulus fala-nos que um planeta na casa 6 é mais forte se o seu regente estiver na casa 10 (ascensão máxima do Sol) e porque faz trígono 120º a casa 6 e o mesmo se passa com um planeta da casa 12, se tiver o regente na casa 10, por o mesmo fazer sextil. Assim, planetas em casa angulares dão sustentação para a casa ou “lugar” que as rege.

 

Este tema daria quase um livro e a minha ideia é dar ao leitor uma síntese deste tema, deixando algumas diferenças na leitura das casas astrológicas na AT e na AM. Alguns astrólogos usavam a leitura das casas de acordo com o ponteiro do relógio, sentido horário e outro pelo sentido contrário, para descrever as idades da vida.

 

Reforçando as Casas Angulares, sendo a casa 1 o primeiro respiro e período de vida, a casa 10 o auge da vida, a casa 7 a velhice e a casa 4 a morte e sua consequência. Ao usamos a AM, o sentido é anti-horário, na AT o sentido é horário. O ponto comum da AT com a AM, é que alguns planetas se sentem felizes em casas específicas e o ponto de conexão quando a raiz da base é a mesma, por exemplo; Marte sendo regente de Carneiro e Touro tendo como regente Vénus, etc. E reforço que os planetas estão acima do horizonte Sol, Júpiter e Saturno e abaixo, Lua, Vênus e Marte. Apenas Mercúrio esta no meio.

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