Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»Armadilhas para aves vão ser proibidas

Armadilhas para aves vão ser proibidas

Deputados deram luz verde à alteração da lei para que o fabrico, posse e venda de armadilhas para aves selvagens passe a ser proibida. A questão será agora debatida na especialidade na Comissão de Ambiente, que definirá propostas concretas para criação de novo decreto-lei ou alteração da legislação existente.

Pinterest Google+
PUB

BE, PEV, PAN, PSD e PS mostraram-se favoráveis a alterar a lei para que o fabrico, posse e venda de armadilhas para aves selvagens passe a ser proibido. A questão será agora debatida na especialidade na Comissão de Ambiente, que definirá propostas concretas para criação de novo decreto-lei ou alteração da legislação existente. Com a posição anunciada no final da semana passada, os deputados deram um passo importante para impedir a morte e captura ilegal de milhares de aves todos os anos no nosso país.

 

«É bom ver que a maioria dos deputados apoia a proibição das armadilhas, que o nosso esforço para informar os grupos parlamentares a este respeito deu frutos, e que estamos a um passo de tornar a lei mais eficaz, com resultados positivos para a biodiversidade», diz Joaquim Teodósio, coordenador do Departamento de Conservação Terrestre, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), em comunicado.

 

Recorde-se que a SPEA promoveu uma petição para proibir o fabrico, posse e venda de armadilhas para aves, o que levou à discussão do tema por parte dos deputados da Assembleia da Republica no passado dia 14 de abril.

 

Em discussão no parlamento, para além dapetição #ArmadilhasNÃO estiveram projetos de lei do PAN e do PEV, bem como projetos de resolução do BE e do PSD. Em causa está a proibição de armadilhas de mola (conhecidas como costelos ou esparrelas) e de visgo, usadas para capturar aves para consumo como petisco ou venda como animal de companhia, explica a SPEA.

 

Estas armadilhas apanham indiscriminadamente qualquer ave que nelas caia. Proibir o seu fabrico, venda e posse virá tornar mais eficaz a lei, que atualmente apenas proíbe a morte e captura de aves selvagens, mas não os meios que o permitem. Colmatar esta lacuna legal contribuirá para uma melhor proteção das aves selvagens, assinala a entidade.

 

«As poucas dúvidas levantadas por alguns deputados durante o debate podem ser facilmente resolvidas na discussão na especialidade na Comissão de Ambiente, pelo que esperamos que as lacunas da lei venham a ser colmatadas em breve e que assim se possa evitar a morte de milhares de aves selvagens todos os anos», conclui Joaquim Teodósio.

 

Apesar de as aves selvagens estarem protegidas pela lei nacional e europeia há duas décadas, estima-se que 283 mil aves foram capturadas em Portugal entre 2011 e 2017, para serem vendidas como animais de companhia ou consumidas como petisco. Cerca de 40 mil aves selvagens são mortas num ano em Portugal e cerca de 10 mil são capturadas para colocar em gaiolas, estima a SPEA, num estudo realizado em 2014.

 

Artigo anterior

Flores no local de trabalho estimulam boa disposição e criatividade

Próximo artigo

Desporto, voluntariado, cursos? Tire o máximo partido do seu tempo livre