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Ar do interior das casas pode ser pior do que o da rua

Pensamos que a qualidade do ar em casa é melhor do que a da rua, mas não é bem assim. Isto porque existem várias atividades rotineiras que pioram a qualidade do ar e podem prejudicar a saúde, especialmente a de jovens e idosos que tenham problemas asmáticos. Só que um grupo de investigadores nos EUA criou uma forma de medir a qualidade do ar das casas, para identificar estes focos de poluição.

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Um grupo de investigadores da Universidade do Utah, nos Estados Unidos da América, descobriu que a qualidade do ar das nossas casas pode por vezes ser pior do que a da rua e ajudar à propagação de doenças que afetam a saúde humana.

 

Estes investigadores, com o estudo que realizaram, pretendiam compreender se os proprietários das casas mudariam o seu estilo de vida se soubessem como era a qualidade do ar das suas habitações. É que, durante o dia, a poluição do ar dentro de casa pode ser bem pior do que a da rua e tudo isto por causa de atividades como aspirar, cozinhar ou passar a roupa. A influência que estas atividades provocam na poluição do ar da casa pode levar a problemas respiratórios, especialmente em jovens ou idosos com problemas de asma.

 

O ar na maioria das habitações está poluído com poluentes bastante desagradáveis, mas microscópicos, logo bastante difíceis de detetar. Mas, de acordo com os engenheiros da Escola de Engenharia Informática da Universidade do Utah, se as pessoas pudessem ver a qualidade do ar das suas casas, mudariam de comportamentos. Assim, para que fosse possível apurar a qualidade do ar, este grupo de investigadores construiu uma série de monitores portáteis com a capacidade de, através de uma ligação WI-FI a um dos servidores da universidade, medir a qualidade do ar.

 

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Três sensores foram colocados em cada uma das seis casas avaliadas em Salt Lake e Utah, durante quatro a onze meses, em 2017 e 2018. Dois foram colocados em áreas diferentes de tráfego intenso da casa, como a cozinha ou um quarto e um em frente ou perto da varanda. A cada minuto, cada sensor media automaticamente o ar e enviava os dados para o servidor. Os dados poderiam então ser visualizados pelo dono da casa num tablet que exibia as medições de poluição do ar em cada divisão, como um gráfico de linha ao longo de um período de 24 horas. Os participantes do estudo podiam ver até 30 dias de dados de poluição do ar.

 

Estes eram avisados, através de SMS, quando a qualidade do ar mudava rapidamente. Quando isto acontecia, os participantes neste estudo tomavam medidas, como abrir uma das janelas de casa, para melhorarem a qualidade do ar. Para ajudar a identificar quando podia haver picos na poluição do ar, os proprietários diziam ao servidor para rotular um momento específico em que a qualidade do ar estava  a ser medida, como quando uma pessoa estava a cozinhar ou a aspirar.

 

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Durante o estudo, os pesquisadores descobriram algumas tendências interessantes. Uma proprietária descobriu que a poluição do ar na sua casa aumentava quando cozinhava com azeite. Isso motivou-a a encontrar outras gorduras que produzissem menos fumo à mesma temperatura. Outro proprietário aspirava e limpava a casa pouco antes de um amigo com alergias chegar. Mas o que ela descobriu através do sistema é que realmente tornava o ar muito pior, porque lançava mais poluentes para o ar.

 

«A ideia por trás deste estudo foi ajudar as pessoas a entenderem sobre a qualidade do ar invisível nas suas casas», explica Jason Wiese, professor na Escola de Engenharia Informática da Universidade do Utah e um dos autores deste estudo. Wiese espera que com este estudo os criadores de sistemas de qualidade do ar possam criar um sistema que permita aos moradores visualizar e rotular a qualidade do ar. Veja na galeria, no início do artigo,uma lista de medidas eficazes para reduzir os seus efeitos.

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