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Aprender um novo idioma é um ‘dom’ apenas para alguns?

Temos de ser sinceros, não vamos todos aprender um novo idioma no mesmo tempo, com a mesma rapidez, com o mesmo empenho e com os mesmos resultados. Contudo, estes fatores não devem ser considerados como ‘morte certa’ na aprendizagem.

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“Um idioma diferente é uma visão diferente da vida”.

Inevitavelmente estamos todos de acordo com esta frase. Um novo idioma é uma ferramenta indispensável para ficarmos mais ricos interiormente, profissionalmente e abre os nossos horizontes. Mas, nem tudo são rosas, porque para tal é preciso aprendê-lo e dominá-lo.

 

As dificuldades para aprender um idioma, num momento ou noutro, são uma realidade para todos nós. Mesmo para os que escolhemos a aprendizagem de línguas estrangeiras como parte do nosso trabalho e/ou da nossa formação.

 

Já todos ouvimos um amigo, um conhecido ou um colega dizer “Eu não percebo nada de línguas!”, “Aprender um idioma novo? Isso não é para mim”, “Eu sou mais números…”. Mas será que é mesmo assim?

 

É um cliché (e não aprecio muito clichés), mas faz todo o sentido: “O saber não ocupa lugar”. No fundo até ocupa, o lugar que nós quisermos, por isso todos somos capazes de alcançar aquilo ao qual nos tínhamos proposto, o que inclui aprender um novo idioma. Claro que é um desafio, mas a vida não é isso mesmo?

 

Temos de ser sinceros, não vamos todos aprender um novo idioma no mesmo tempo, com a mesma rapidez, com o mesmo empenho e com os mesmos resultados. Contudo, estes fatores não devem ser considerados como ‘morte certa’ na aprendizagem.

 

O ser humano tem uma capacidade incrível de se superar, de se reinventar, recriar e aprender. Contudo, a aprendizagem de um novo idioma varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos é uma motivação puramente emocional: idioma de um dos progenitores, idioma do cônjuge, idioma do melhor amigo, idioma do ‘Ídolo’ (cantor, músico, artista, etc. que admira), idioma do país onde sonharia viver, idioma de uma cultura pela qual se sente atraído… Noutros casos é puramente cognitivo/intelectual: Idioma do país onde reside, idioma de comunicação da empresa onde pretender trabalhar, idioma mais falado no mercado de trabalho do país onde vive ou pretender viver…

 

Em qualquer um dos casos, pode ser uma caminhada árdua. Alguns têm um ‘dom’ natural para os idiomas (uma quase predisposição natural para a aprendizagem de um novo idioma), outros nem tanto. No entanto, qualquer que seja o seu caso, vou deixar aqui algumas dicas que podem ser úteis para aprendizagem de um novo idioma. Claro, o que vai variar será como já indicado o tempo e o ritmo. Os resultados serão sempre positivos – Vai aprender um novo idioma.

 

1 – Veja séries e filmes

Uma dica infalível para aprender um idioma. Comece por ver com legendas e tente pouco a pouco fazer o inverso, ver sem legendas, vai perceber que entendeu (numa fase inicial) o contexto e a ideia geral. E com o tempo e em alguns casos, com apoio de suportes gramaticais conseguirá evoluir e entender quase a 100%. Ao longo do filme ou série, vá repetindo as palavras e frases para perceber como se pronunciam, o cérebro e o “ouvido” vão começando a se familiarizar com aquele idioma.

 

2 – Ouça (muitíssima) música

Gosta daquela música que passa na rádio, mas não entende tudo? Está na altura de se esforçar e conseguir ouvi-la tantas vezes ao ponto de conseguir entender e traduzir. Isso permitirá perceber a mensagem que está a ser transmitida na mensagem da música. A música é uma riqueza cultural, por isso, ela diz muito sobre o país. No fundo aprende o idioma e aprender sobre a cultura, um pack “2 em 1”. Além disso a música está intimamente ligada com o nosso cérebro, ela mexe connosco, com as nossas emoções. Se for uma pessoa que aprende idiomas por emoção, esta dica é para si.

 

3 – Erre muitas vezes

Quanto mais se enganar mais vais aprender. Arrisque em falar mal no início da aprendizagem, é extremamente necessário porque só quando erramos é que aprendemos. Claro, é preciso entender que depois de errar tem de corrigir. Um exemplo concreto: Para os lusófonos o “U” em francês pode ser um verdadeiro desafio. Se diz o “U” aportuguesado e se conformar, mas nunca se esforçar para dizer o “U” francês (mais assobiado e prolongado) não vai evoluir. Tem de falar várias vezes, e ouvir os seus sons, a sua pronúncia e ir melhorando. Se for preciso, faça gravações com o telemóvel e ouça-se. Depois de muito esforço, “voilà” os resultados estarão à vista. Além disso, se conseguir participar em conversas informais com estrangeiros, faça-o. Vai sentir que quanto mais falar (mesmo com erros) mais facilmente evoluirá.

 

4 – Leitura

Muitos dos que estão a aprender um idioma não querem ler e até sentem que não necessitam. Desengane-se! A leitura transmite uma riqueza única. Um idioma é composto de comunicação escrita e oral. Só conseguiremos ‘enamorarmo-nos’ de uma cultura quando a lemos e a ouvimos. Compre um livro de “expressões idiomáticas”. Por exemplo está a aprender italiano? Aprenda as expressões idiomáticas, leia e repita em voz alta. Faça a sua lista de compras em dois idiomas diferentes, para adquirir mais vocabulário. E aquele livro que é o TOP de Vendas Mundial? Já se propôs a ler um pequeno parágrafo por dia no idioma original?

 

 5 – Contrate um professor particular

Sim, para alguns de nós terá mesmo de ser assim. Precisamos de ter um suporte, um “boost”, uma “bengala”. Seja via presencial, seja através de plataformas digitais, se sentir necessidade, solicite a ajuda de um professor/formador. Irá sentir-se apoiado e provavelmente motivado. Não hesite em procurar um suporte de um profissional sempre que necessário.

 

E não se esqueça, o “skill” “línguas estrangeiras” é hoje um dos fatores determinantes para encontrar emprego. Em Portugal somos o palco de muitos centros de “Shared Services”. Para onde muitas empresas multinacionais decidiram transferir em parte ou na totalidade os seus serviços administrativos, de recursos humanos, financeiros, etc., para um país onde é fácil encontrar pessoas que falem fluentemente vários idiomas, sejam altamente qualificadas e com níveis de produtividade elevados.

 

Como tudo na vida, o esforço é o segredo do sucesso. Mas nunca se esqueça, na aprendizagem como noutros aspetos da vida, sobretudo, não se compare aos outros. E agora, que idioma vai aprender?

 

“Con idiomas estás en casa en cualquier lugar”, Edward de Wall

 

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