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Apenas vive, ou vive com qualidade?

Já parou para refletir sobre o que realmente significa qualidade de vida? Sabe o que é viver com qualidade?

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Viver e viver com qualidade não são claramente a mesma coisa. Para falar de qualidade de vida, precisa de colocar o foco em si.  Pensar e agir em função das suas necessidades, dos seus direitos e do seu bem-estar a fim de alcançar uma vida que vale a pena viver.

 

Apesar de ser um conceito difícil de explicar, a maioria de nós percebe intuitivamente o que significa viver com qualidade. Ou seja, embora o significado de qualidade de vida não seja, por vezes, óbvio para alguns de nós, a sua noção é clara para todos. A maioria de nós relaciona a qualidade de vida com o “sentir-se bem”.

 

De uma forma muito geral, a qualidade de vida é o conjunto de circunstâncias que asseguram o bem-estar de uma pessoa num determinado contexto.  A qualidade de vida é uma espécie de sinónimo do que apelidamos de “felicidade”.

 

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Para a OMS, a definição de qualidade de vida é “a perceção que um indivíduo tem sobre a sua posição na vida, dentro do contexto dos sistemas de cultura e valores nos quais está inserido e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Basicamente, entende-se que a qualidade de vida é definida como a “satisfação do indivíduo no que diz respeito à sua vida quotidiana”.

 

Podemos dividir a qualidade de vida em oito dimensões ou áreas que diariamente deveríamos estimular: bem-estar emocional e material, as relações pessoais, o desenvolvimento pessoal, o bem-estar físico, a autodeterminação, a inclusão social e os direitos.

 

Não vivemos em bolhas, isolados de todos os que nos rodeiam. Seria impensável compreender a qualidade de vida sem considerar as pessoas à nossa volta, desde às mais próximas, até aquelas que nem sequer conhecemos, mas que de uma forma ou de outra nos influenciam.

 

Conhecer e entender o que sente, quais são os seus pontos fortes, as suas aspirações e capacidades será essencial no processo de melhoria da qualidade de vida. É necessário dar voz a si próprio, “empoderar-se “e considerar as suas necessidades e as necessidades das pessoas ao seu redor.

 

Nos nossos dias, completamente acelerados, em que o farol é a produtividade, fazer cada vez mais coisas em cada vez menos tempo, pode, por vezes, inviabilizar-se a possibilidade de se focar nas suas necessidades, nos seus próprios objetivos. Não entre em “concursos de produtividade”, viva cada minuto do seu dia!

 

Não permita que a pressa lhe retire a oportunidade de viver a vida de facto. Não faça o tempo perder tempo, mas crie tempo para pensar com clareza o que deseja de modo a fazer as suas próprias escolhas.  Tenha em mente que a vida não é uma corrida de 100 metros, mas sim uma maratona apaixonante.

 

Sem saber para onde vai, não sabe como chegar lá. Não se proteja no medo de definir um objetivo errado, não permita que o receio, a ansiedade paralise a sua vida e lhe tire a qualidade.

 

Cuidar de si, focando-se nos pilares da autodeterminação, da participação social e do bem-estar são os primeiros passos que deve dar para começar a trilhar esse longo caminho a que chamamos de qualidade de vida.

 

Calce uns sapatos confortáveis e aprecie a jornada!

 

 

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