Home»BEM-ESTAR»SAÚDE»Apenas duas semanas sem praticar exercício tem consequências para a saúde

Apenas duas semanas sem praticar exercício tem consequências para a saúde

A vida sedentária tem consequências para a saúde e isso vê-se logo ao fim de duas semanas de inatividade, segundo um estudo realziado em Inglaterra. Felizmente, o processo é reversível.

Pinterest Google+

Duas semanas sem praticar atividade física pode levar a alterações musculares e metabólicas que fomentam o aumento do risco de diabetes, doenças cardíacas e possivelmente até à  morte prematura, de acordo com um estudo da Universidade de Liverpool, Inglaterra, que mostra assim que basta um período de tempo de inatividade para desencadear reações adversas no organismo.

 

Para perceber as consequências de uma pausa de duas semanas na atividade física na vida de jovens adultos saudáveis, os investigadores recrutaram 28 homens e mulheres, com idade média de 25 anos, que não praticavam exercício regularmente, mas andavam cerca de 10 mil passos por dia. Os participantes apresentaram um índice de massa corporal médio de 25 – considerado o limite entre o normal e o excesso de peso.

 

VEJA TAMBÉM: TECNOLOGIA QUE SE USA, TREINO EM GRUPO E HIIT: AS TENDÊNCIAS DE FITNESS PARA 2019

 

Antes do início do estudo,  foi medida a gordura e a massa muscular dos participantes, a função mitocondrial e a aptidão física. Posteriormente, os participantes utilizaram um monitor que controlava a atividade física, durante duas semanas. Foi-lhes pedido, também, que reduzissem o exercício diário em mais de 80% (cerca de 1500 passos por dia) e que não alterassem a sua dieta. Durante esses 14 dias, o tempo que as pessoas passaram a praticar atividade moderada a vigorosa caiu de uma média de 161 minutos para apenas 36 minutos. O tempo de sedentarismo diário aumentou em média 129 minutos.

 

Após duas semanas foi possível verificar que os participantes tinham ganhado peso e perdido massa muscular. A gordura corporal total também aumentou, especialmente a gordura abdominal, que é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças crónicas.

 

Além disso, verificaram-se outras diferenças: a resistência física diminuiu, assim como a sensibilidade à insulina. Consequentemente, notou-se um aumento na gordura acumulada no fígado e um aumento nos triglicéridos.

 

VEJA TAMBÉM: QUER SER MAIS FELIZ? A CIÊNCIA AFIRMA QUE A FÓRMULA ESTÁ NO EXERCÍCIO FÍSICO

 

«Se as consequências foram tão graves em pessoas saudáveis, pensem no que isto significa em pacientes mais velhos ou menos saudáveis ou para os que têm outros fatores de risco, como um historial familiar de doença», afirma a autora do estudo, Kelly Bowden-Davies, em declarações à ‘Health’.

 

Mas há boas notícias. Quando os participantes retomaram a sua atividade normal após o período sedentário, os seus valores de saúde voltaram ao normal num curto prazo, ou seja, os efeitos iniciais são inteiramente reversíveis.

Artigo anterior

A nossa alimentação está a mudar

Próximo artigo

Conheça a solução para o hálito a alho