Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»António Guterres: «Os direitos das mulheres e das raparigas estão a ser reduzidos»

António Guterres: «Os direitos das mulheres e das raparigas estão a ser reduzidos»

No Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, a Organização das Nações Unidas recorda as grandes desigualdades ainda existentes entre homens e mulheres. Este ano, o tema centra-se na desigualdade laboral, recordando a ONU que apenas 4% das mulheres são CEO nas 500 maiores empresas do mundo.

Pinterest Google+
PUB

«Os direitos das mulheres são direitos humanos. Mas nestes tempos difíceis, à medida que o nosso mundo se torna mais imprevisível e caótico, os direitos das mulheres e das raparigas estão a ser reduzidos, restringidos e invertidos. Dar poder às mulheres e meninas é a única maneira de proteger os seus direitos e garantir que elas realizem todo o seu potencial», afirma o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, na comunicação da ONU, relativa ao Dia Internacional da Mulher.

 

Este ano, a ONU destaca o tema ‘Mulheres em mudança no mundo do trabalho: Planeta 50-50 até 2030’, recordando que ainda há uma grande disparidade no mundo laboral, não esquecendo, no entanto, todas as outras circunstâncias onde o género feminino é preterido.

 

Veja também: São necessários mais 70 anos para as mulheres ganharem o mesmo que os homens

 

As mulheres têm ganhado algumas batalhas na luta pela igualdade de género no mundo do trabalho, mas a a verdade é que atualmente apenas 4% são CEO nas 500 maiores empresas mundiais, e apenas 23% dos lugares ocupados nas reuniões parlamentares dos países são mulheres.

 

Além disso, apenas 50% das mulheres em idade ativa estão representadas na população ativa a nível mundial, em comparação com 76% dos homens. Também uma esmagadora maioria das mulheres está na economia informal, ocupando cargos de trabalho doméstico e estando concentradas em ocupações menos remuneradas e menos qualificadas, com pouca ou nenhuma proteção social, revela a Organização das Nações Unidas.

 

Veja também: Invenções criadas por mulheres

 

Recorde-se também que, segundo a Comissão dos Direitos da Mulher da Comissão Europeia, ao atual ritmo de desenvolvimento, só daqui a 70 anos as mulheres ganharão o mesmo que os homens. Embora as mulheres tenham, em média, um nível de educação superior ao dos homens, continuam a ganhar menos e a receber pensões mais baixas, mesmo nos países ditos desenvolvidos. A diferença salarial na UE era de 16,1% em 2014, enquanto a diferença para as pensões representava 40,2%.  Nos parlamentos dos países europeus, a proporção de mulheres aumentou de 21% em 2005 para 28% em 2016. No Parlamento Europeu, a sua quota aumentou de 30% para 37% no mesmo período.

 

Porém, apesar de os avanços tecnológicos e a globalização trazerem oportunidades sem precedentes a quem tem acesso aos mesmos, há uma crescente informalidade no trabalho, desigualdade nos ordenados e crises humanitárias, resume a ONU, numa alusão a que ainda muito há para fazer.

Artigo anterior

Animais de estimação fomentam autoestima infantil

Próximo artigo

Este é o hotel mais seguido no Instagram...