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Apenas 17% das mulheres portuguesas pensa arriscar criar um negócio próprio

Estudo realizado em dez países, incluindo Portugal, mostra que a maioria das mulheres gostaria de ter o seu próprio negócio, mas muitas sentem que há demasiados obstáculos. O estudo demonstra ainda que existe consenso em relação à necessidade de criar programas para fomentar o empreendedorismo feminino.

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A nível global, as mulheres empresárias ainda enfrentam, atualmente, diversos desafios na sua vida profissional, entre os quais os estereótipos profundamente enraizados. Mais de metade (56%) das mesmas teme poderem ser tratadas de forma injusta nos negócios, porque pode ser assumido que não possuem um conhecimento aceitável, não sendo suficientemente resistentes. Metade das inquiridas (50%) afirma que existem ainda muitos estereótipos e que as mulheres são tratadas injustamente em relação aos homens, a um nível global.

 

Em Portugal, do total dos inquiridos, 83% afirma que deveriam existir programas governamentais que incentivem e apoiem as mulheres a criar negócios próprios. Comparativamente com o primeiro estudo lançado, no geral, a percentagem de homens que deseja criar um negócio próprio (57%) situa-se ligeiramente acima da percentagem de mulheres (54%).

 

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Ainda assim, foi também possível apurar que em Portugal apenas 8% afirma que é mais difícil para as mulheres ter sucesso num negócio próprio, a percentagem mais baixa dos 10 países presentes no estudo e com uma discrepância de 14% para a Holanda, o segundo país com percentagem mais baixa neste fator. No que diz respeito aos homens, apenas 2% dos inquiridos afirma que estes têm mais dificuldade em alcançar o sucesso nos seus negócios, sendo que países como França e Turquia apresentam percentagens de 0% neste indicador.

 

Segundo Tanya Kopps, CEO Makro Portugal, «depois do lançamento dos dados gerais deste estudo, esta segunda parte foca o papel das mulheres como empresárias independentes e detentoras de negócios próprios, fazendo-nos perceber as suas principais preocupações. É de realçar que mais de metade das mulheres portuguesas vê com bons olhos a abertura de um negócio independente, no entanto, uma pequena percentagem irá pôr esse desejo em prática. É fundamental que, no futuro, se criem iniciativas e programas que agilizem estes processos e incentivem o sexo feminino a desenvolver e iniciar negócios independentes».

 

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O estudo demonstra que existe um consenso em relação à necessidade de criação de programas administrados e geridos pelos governos, para fomentar o empreendedorismo feminino. Uma grande fatia dos entrevistados dos 10 países (80%) revelou-se a favor da implementação de programas que impulsionem as mulheres empreendedoras a realizar as suas ambições.

 

Para o estudo, que analisa a forma como as pessoas em todo o mundo pensam em empresas independentes e a forma como os empresários independentes veem a sua experiência, a METRO entrevistou 10 mil pessoas em Portugal, Alemanha, França, Holanda, Itália, República Checa, Roménia, Turquia, Rússia e China.

 

 

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