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Apelo aos jovens!

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Pode parecer que vou dar início a um texto de índole política, mas não é mesmo nada disso. Considerem este pequeno texto apenas como um desabafo de alguém que olha para toda esta situação com algum medo.

 

Estamos em Portugal, pleno século XXI, numa instabilidade social e política já muitas vezes vista, mas nunca antecipada. Todos são contra tudo, mas ninguém faz nada. Vemos corrupção em todos os setores, presenciamos injustiças a todos os níveis (todos os dias). Temos inclusive pessoas que comparam um telejornal a um filme de terror. Digamos que o cenário não é famoso. Temos, por isso, que lutar para alcançarmos uma mudança. Quem serão os protagonistas dessa luta? Os mais envelhecidos? Os adultos stressados, mergulhados em trabalho para tentarem manter os seus tetos? Ou serão os jovens? Atrevo-me a responder a esta questão dizendo: OS JOVENS.

 

São os mais dinâmicos, mais suscetíveis à mudança. Dispostos a debater as suas ideias de forma apaixonada e sincera. Anseiam melhorias, querem ver melhorias e, acima de tudo, precisam de ser ouvidos e de se sentirem ouvidos.

 

No entanto, em Portugal assistimos a uma realidade totalmente diferente. Existe um descrédito dos jovens no futuro, nas instituições, na sociedade. Os nossos jovens, em vez de serem dinâmicos e pró-ativos, de quererem «mudar o mundo» por sua livre iniciativa, têm exatamente a atitude oposta. Vão à escola porque tem de ser e quando são questionados sobre o que querem fazer no futuro respondem ‘Ainda não sei…? Ou pior: ‘O que aparecer.’. Penso que não é esta a posição que vai levar o país a desenvolver-se e a sair deste ‘buraco’. Deveriam ser os jovens a contestar e a pedir alterações na ordem social e até mesmo política, mas em vez disso temos conformistas e pessimistas.

 

Somos a sociedade dos conformistas indignados. Permitam-me traduzir: por toda a situação que já acima descrevi podemos afirmar, com bastante firmeza, que os portugueses são conformistas e isso vê-se pelo número da abstenção em todas as eleições. Somos indignados porque adoramos discutir ferverosamente os nossos pontos de vista e gostamos ainda mais de criticar tudo o que é feito. Ouvimos muitas vezes a expressão de que «o que é de fora é que é bom» e é, de facto, esta máxima que a sociedade portuguesa leva muito a sério.

 

Um simples exemplo desta nova classe, os conformistas indignados, são as conversas de autocarro ou de café, onde ouvimos todo o tipo de ataque quer à sociedade quer ao poder político, mas quando chega a hora da verdade, quando é quase obrigatória uma deslocação às mesas de voto, ou quando é necessária uma intervenção em qualquer lugar para debater questões que nos são próximas, optamos por ficar em casa a pensar que outros vão por nós e esperamos, impacientemente, que os problemas se resolvam.

 

Concluo apenas dizendo aos nossos jovens que HÁ UMA SAÍDA e que depende deles sairmos deste sítio obscuro e passarmos, aos poucos, para a claridade. É preciso reagir, é preciso debater é preciso resolver. Não vale a pena atirar “a batata quente” para os outros, porque este ciclo vicioso não vai, mais uma vez, resolver nada.

 

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