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Ano novo, vida nova?

Quando finda o ano, há uma tendência para fazer as designadas resoluções de ano novo. As mais comuns são deixar de fumar, emagrecer ou ter um filho. Já começou a pensar nas suas?

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Aproxima-se o “apocalipse” do ano novo, vida nova. Para muitos, a passagem de ano funciona como uma fronteira entre o velho e o novo ‘eu’.

 

Misteriosamente, entre as passas e as doze badaladas, a vida reorganiza-se por via de resoluções de ano novo. Traçam-se objetivos para o ano que se avizinha – uma espécie de lista de desejos – e compromete-se a realizá-los. Sejam os objetivos grandes ou pequenos, fáceis ou difíceis de alcançar, a verdade é que muitos não dispensam este ritual na passagem de ano e repetem-no ano após ano.

 

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Independentemente da fiel credibilidade de uns e do ceticismo de outros, o psicanalista Nuno Cristiano de Sousa considera ser importante este tipo de rituais, desde que se tenha a consciência de que as decisões tomadas serão mais eficazes caso sejam «aplicadas de uma forma organizada e esclarecida sobre os fatores importantes para o sucesso».

 

Uma lista de resoluções de ano novo vem, por norma, acompanhada por uma prévia reflexão sobre o ano que finda, onde é feito o respetivo balanço pessoal, profissional e, até mesmo, social. Estes momentos de reflexão servem, no fundo, «para se tomar consciência do que já aconteceu e para que esta aprendizagem, que vem da experiência, possa ser utlizada em projetos futuros, em todas as áreas da vida», explica o psicanalista à Mood.

 

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Este tipo de resoluções pode servir como um estímulo para a consciência do individuo, isto é, ao pensar naquilo que se pretende atingir durante esse ano, ganha-se motivação para passar à ação. No entanto, muitos desses desejos projetados numa folha de papel em branco não passam daí ou vão perdendo a sua força ao longo do tempo. «Os projetos iniciados por estímulos externos tendem a ser desinvestidos e ficam condenados ao insucesso», diz Nuno Cristiano de Sousa.

 

O psicanalista chama a atenção para um ponto fulcral: «Ser feliz dá trabalho! Desejem, sonhem, mas não se esqueçam que a concretização dos projetos, atingir a fase de evolução em que se tira prazer, exige trabalho e dedicação». Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade que «para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo».

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