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Animal Inside Out mostra a natureza como ela é

Até 24 março, o Pavilhão de Portugal acolhe a mostra Animal Inside Out, que oferece a oportunidade única de explorar o que se encontra debaixo da pele de alguns animais, usando as técnicas da plastinação inventadas pelo anatomista Gunther von Hagens. Ao todo, 100 plastinados, entre animais e humanos, podem ser vistos literalmente por dentro.

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Já esteve na Cordoaria Nacional em tempos, mas está atualmente patente no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, até 24 de março de 2019 numa versão melhorada e com novas descobertas. A exposição Animal Inside Out permite aos visitantes a oportunidade única de explorar a intrincada biologia e fisiologia de algumas das criaturas mais espetaculares do mundo, usando a ciência da plastinação.

 

Uma visita à mostra vai além do que é visto em zoológicos, aquários e parques de animais. Os visitantes poderão mais facilmente entender o funcionamento interno dos animais e compará-los à anatomia humana, resultando numa nova compreensão da beleza dos animais e dos seres humanos.

 

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O propósito desta exposição é inspirar uma apreciação mais profunda e respeito pelo mundo animal. Como tal, é projetada para visitantes de todas as idades. Através desta exposição, os visitantes descobrirão como uma variedade de animais usa adaptações específicas para sobreviver nos seus ambientes. A exposição também ilustra que grupos de animais que parecem muito diferentes um do outro na verdade têm muitas semelhanças anatômicas. Finalmente, os visitantes aprenderão a importância de entender a anatomia para descobrir mais sobre a evolução dos organismos vivos e do mundo natural.

 

Inventada pelo cientista e anatomista, Gunther von Hagens, em 1977, a plastinação é o método inovador de parar a decomposição e preservar espécimes anatómicos para a educação científica e médica. A plastinação é o processo de extração de todos os fluidos corporais e gordura solúvel dos espécimes, substituindo-os por impregnação forçada a vácuo com resinas reativas e elastómeros, e curando-os com luz, calor ou certos gases, que conferem rigidez e permanência aos espécimes.   A dissecção e plastinação de um corpo humano inteiro requer cerca de 1.500 horas de trabalho e normalmente leva cerca de um ano para ser concluído. O espécime que até hoje levou mais tempo para ser produzido é um elefante plastificado que pesa 3,2 toneladas e levou quase três anos para ser concluído.

 

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A organização informa que esta exposição possível graças à cooperação entre vários programas veterinários universitários, zoológicos e grupos de animais. Nenhum animal foi ferido ou morto para esta exposição. Gunther von Hagens e Angelina Whalley, criadores do Animal Inside Out, sentem-se honrados em poder conservar e apresentar esta exposição esperam que mostre aos visitantes as semelhanças entre humanos e animais, levando a um maior respeito e apreço por todos os animais.

 

Entre os animais da exposição, estão espécimes humanos, originários de um programa especial de doação de cadáveres. O programa é administrado pelo Instituto de Plastinação e tem uma lista de mais de 17.000 doadores.

 

Esta exposição com mais de 100 plastinatos animais é mostrada pela primeira vez em Portugal. A exposição esteve previamente exposta em museus em Viena, Londres, Frankfurt e outros locais históricos na Europa e na América do Norte.

 

 

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