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Animais ajudam a combater stress em crianças e jovens, revelam dois novos estudos

Já é sabido que a companhia de animais ajuda a aliviar sintomas de ansiedade, mas agora dois novos estudos vêm mostrar especificamente a influência dos animais no controlo de stress em crianças e em jovens universitários.

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Os animais podem desempenhar papeis decisivos no controlo do stress e da ansiedade em crianças e em jovens adultos, segundo dois novos estudos distintos agora revelados. Um estudo levado a cabo pela Universidade de Ulm, na Alemanha, e pela Universidade de Colorado, nos EUA, afirma que as crianças criadas em ambientes rurais crescem com uma maior resiliência ao stress e um menor risco de vir a sofrer de doenças mentais, em comparação com as que vivem em grandes cidades. Já outro levado a cabo pela Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, debruçou-se sobre o papel que os animais podem ter na redução da ansiedade de jovens universitários.

 

A investigação alemã e americana concluiu que a capacidade de lidar com o stress se deve ao ambiente em que as crianças vivem. De acordo com os investigadores, um ambiente excessivamente estéril pode originar diversos problemas de saúde ao longo da vida. Para chegar a esta conclusão, os cientistas da Universidade de Ulm observaram 40 homens alemães com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos, metade dos quais viveram a sua infância em quintas com animais e a outra metade em cidades grandes sem animais de estimação.

 

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Durante a fase de testes, foi solicitado aos indivíduos que discursassem em frente a um grupo de observadores e que resolvessem um problema matemático num determinado período de tempo. Para medir os resultados, os cientistas recolheram o sangue e a saliva de cada um dos indivíduos. A conclusão não podia ter sido mais precisa. Os homens que cresceram em cidades demonstraram uma menor resposta ao stress e, consequentemente, uma menor resistência a fatores que o possam despoletar.

 

Outros estudos mostraram que as pessoas com uma reação exagerada ao stress são mais propensas a desenvolver patologias como depressão e stress pós-traumático. De acordo com essas pesquisas, a resposta imunorreguladora individual a situações de stress desenvolve-se à medida que as pessoas vão crescendo, sendo, em grande parte, moldada pelo seu ambiente microbiano. «Se os indivíduos não estão expostos a esse tipo de organismos, o seu sistema imunológico não vai desenvolver o equilíbrio entre as forças inflamatórias e anti-inflamatórias», o que poderá originar uma «reação inflamatória crónica e exagerada», tornando-os «vulneráveis a alergias, transtornos psiquiátricos e outras doenças autoimunes», explicou o coautor Christopher Lowry.

 

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Contudo, o professor de Fisiologia da Universidade de Ulm, Stefan Reber, mostrou que há ainda muito para explorar. O próximo passo é a expansão da amostra do estudo, especificamente através da inclusão de mulheres e outros países. O objetivo é conseguir compreender qual é o benefício derivado do convívio com os animais e qual o que deriva da vida no campo.

 

No que respeita à investigação feita no Canadá sobre o papel dos animais no controlo de stress dos jovens universitários, a Universidade da Columbia Britânica descobriu que os estudantes universitários ao passarem algum tempo com cães podem ver aumentado o seu bem-estar. O estudo, publicado na ‘Stress and Health’, «sugere que a terapia com cães tem um efeito mesurável no bem-estar dos universitários», com particular enfoque na redução do stress, aumento do sentimento de felicidade e energia e diminuição de sentimentos negativos, declarou Emma Ward-Griffin, investigadora do departamento de Psicologia da UCB.

 

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O coautor e professor de psicologia da UCB, Stanley Coren, afirmou que mesmo «10 horas depois da sessão de terapia, os estudantes ainda reportavam menores índices de stress e emoções negativas, comparativamente com aqueles que não fizeram parte desta sessão». «Estas terapias fornecem benefícios a curto-prazo», razão pela qual Frances Chen, o autor sénior do estudo, aconselha as universidades «a implementar estas terapias nas alturas do ano mais stressantes para os alunos, como a época dos exames».

 

A conclusão destes estudos leva-nos numa única direção: a importância da presença de elementos da natureza no dia-a-dia. A vida no campo e o convívio com os animais são fulcrais tanto para as crianças, como para os jovens adultos, permitindo-lhes viver uma vida menos stressada, mais feliz e com menor pré-disposição para o desenvolvimento de doenças mentais.

 

Além dos sintomas de stress comuns, como dores de cabeça ou ataques de pânico, há sinais menos óbvios que se revelam no corpo e que deve conhecer. Veja na galeria acima alguns sinais de stress surpreendentes.

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