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Ana Guiomar: “Já não vivo sem teatro, é onde mais aprendo.”

A atriz está em cena no teatro Aberto, com a peça “Amor e Informação”, a quarta da sua carreira. Divide o tempo entre o palco, a televisão e a família.

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Aos 26 anos, Ana Guiomar é uma das atrizes mais promissoras da sua geração. Desde que fez a sua estreia em “Morangos com Açúcar” não voltou a deixar a representação. Depois de outras novelas e algumas curtas-metragens, estreou-se no teatro com “Purga”, que lhe valeu a nomeação para o prémio de Melhor Atriz da Sociedade Portuguesa de Autores. Está agora em cena no Teatro Aberto com a peça “Amor e Informação”.

A peça “Amor e Informação”, atualmente em cena no Teatro Aberto propõe uma abordagem diferente ao teatro. É uma espécie de sequência de 50 peças curtas. Exige um ritmo diferente, suponho?
De facto é algo completamente novo, pelo menos para mim. Nunca vi, nem nunca tinha feito uma coisa destas. O ritmo é alucinante, tanto para quem vê como para quem faz.

A temática da procura do amor na era da sociedade tecnológica não podia ser mais atual. Acredita que as gerações mais jovens poderão identificar-se com este texto?
Acho que todas as gerações de certa forma se identificam. Por exemplo, hoje em dia quem é que não tem Facebook? O João Lourenço, o encenador da peça, costuma dizer que o nosso espetáculo parece um feed de Facebook.

Recebeu excelentes críticas pela peça “Vénus de Vison”. Enquanto atriz, o teatro é necessário ou uma necessidade para si?
Acho que agora começa a ser uma necessidade. Comecei a fazer teatro há relativamente pouco tempo mas acho que já não vivo sem ele, é onde mais aprendo.

Li algures que gostava muito de fazer teatro clássico. Alguma peça em mente?
Gostava sim! Há tantos textos maravilhosos que não consigo escolher um, é muito difícil.

Aos mesmo tempo, está a gravar uma novela. Fale-me um pouco desta personagem na novela “Mar Salgado”.
Esta personagem, a Victória, é muito diferente daquilo que tenho feito. É mais calma, mais ponderada e mais adulta. Está a ser muito interessante dar-lhe vida.

Depois de 11 anos a fazer televisão, que tipo de personagem ou projeto gostava de abraçar?
Gostava muito de fazer uma boa série, daquelas com guiões extraordinários como há lá fora. Só pedia isso. Os personagens de uma boa série são sempre muito interessantes e, sobretudo, um grande desafio.

Sendo ainda tão jovem e com uma carreira tão vasta, nunca pensou apostar numa carreira internacional?
Para já ainda não. Se vou pensar nisso mais tarde?! Confesso que não sei. Sou muito apegada à família. Ia sofrer bastante nos primeiros tempos, acho que ainda não estou preparada.

Ao longo de mais de uma década, o que mudou na produção nacional?
Ui, tanta coisa… Noto uma grande diferença, pelo menos com quem tenho trabalhado. Acho que fazem sempre para que cada produção seja melhor do que a última que fizeram, o que é muito positivo.

Que papel ocupa o teatro na sua carreira?
Neste momento ocupa uma grande parte e espero que cada vez ocupe mais. Tem-me feito crescer muito como atriz. É uma aprendizagem enorme e diária como pessoa e como profissional.

O teatro é mais desafiante do que a televisão?
São artes totalmente diferentes e é muito injusto comparar as duas.

Lembra-se de algum episódio caricato que tenha acontecido durante a representação de uma peça de teatro?
Há tantos! Uma vez, durante a peça “Purga”, por exemplo, eu usava o cabelo mais curto e aos caracóis. Durante uma representação havia uma altura em que dizia um monólogo, um texto super dramático. Um dia durante esse monólogo uma pessoa do público grita: “Olha, parece o jogador Chalana!”. Como é que se continua depois disto?

Quais são os seus cuidados de beleza e saúde?
Beber água, comer bem, fazer desporto e desmaquilhar-me sempre ao final do dia.

Gosta de fazer desporto? Que modalidades pratica?
Não, detesto. Sou obrigada, quase sempre! Mas gosto de dançar.

É boa cozinheira? Qual a sua especialidade?
Adoro cozinhar, sei fazer quase tudo o que é tradicional.

O que é que nunca falta no seu guarda-roupa?
Calças de ganga e casacos.

Por Joana de Sousa Costa
Artigo do parceiro:

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