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Amor às marcas

Como dois amantes, marcas e marketeers, riem, sonham, cantam, dançam e criam, construindo uma casa com alma e coração que mais dia menos dia sairá de portas, em campanhas, em produtos e em serviços, mostrando a paixão que há entre os dois.

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  • amor (s.m.)(nome)(latim amore) 1. sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém 2. sentimento de afeto ou extrema dedicação; apego 3. sentimento que nos impele para o objeto dos nossos desejos; atração; paixão 4. afeto; inclinação 5. relação amorosa; aventura 6. objeto da afeição 7. adoração; veneração; devoção (in Infopédia)

 

Dizem que os marketeers não devem (ou não podem) ser criativos. Compreendo. Aceito até, mas (há sempre um mas, certo?), como podemos viver as marcas sem dar de nós? Como podemos alinhar estratégias sem sonhar com a execução? Como podemos liderar os nossos criativos sem nos juntarmos a eles na criatividade?

 

Hoje falo sobre Amor às marcas e não sobre “Love Brands”, essas que quem gere marcas aspira a ver na lista, juntamente com marcas como a Apple, a Coca-Cola, a Netflix, a Disney, a Nike, a Lego ou o Sporting (tinha de vir a referência clubística mas quem é do sporting sabe que o é por amor e, por isso, faz todo o sentido neste texto). Falo sobre o amor à marca do ponto de vista de quem a trabalha e não de quem a compra.

 

Falo não só do ponto de vista do marketeer mas de qualquer profissional que esteja envolvido na criação de uma marca ou de um produto. Haverá sempre esta relação de amor à criação, como se ela fosse nossa. Recuperando os primórdios dos meus anos de trabalho (e já lá vão uns bons 20 anos), envolvida na criação e desenvolvimento de uma nova gama de iogurtes, não posso deixar de sentir ainda muito orgulho e uma emoção muito positiva. Lembro como se fosse hoje, a primeira vez que os vi alinhados no linear de frio num hipermercado. Os anos podem ter refreado a paixão, mas ela ainda está lá, ainda há amor. É mesmo assim ou serão só os privilegiados a sentir isso?

 

Trabalhar marcas exige cumplicidade, não dá para distanciamento social. É preciso envolvimento, paixão, diálogo (o tom certo, as palavras certas, o momento certo), como em qualquer relação. Convenhamos, os seres humanos são movidos pela emoção, não pela razão. É um cliché, bem sei, mas, se eu amar a marca que trabalho, racionalmente, vou fazer um trabalho muito melhor. Lógico, não?

 

Como dois amantes, marcas e marketeers, riem, sonham, cantam, dançam e criam, construindo uma casa com alma e coração que mais dia menos dia sairá de portas, em campanhas, em produtos e em serviços, mostrando a paixão que há entre os dois. Esta lógica fará do departamento de RH uma sub-holding do Tinder? Deixemos isso para outra reflexão e foquemo-nos nas marcas.

 

Voltando ao início deste texto, se os marketeers não devem (podem) ser criativos, então não sei o que andamos cá a fazer. Desculpem-me os criativos com quem trabalho e com quem gosto de discutir a criatividade que me apresentam. É isso que me faz acelerar a pulsação e vibrar. Se cada um souber bem qual o seu “quadrado”, podemos sem qualquer sombra de dúvida esquecer o distanciamento e dedicarmo-nos a um trabalho colaborativo de sucesso. Não prometo ser capaz de deixar de o fazer, não prometo sequer tentar pois não quero deixar de amar as marcas.

 

Este texto é sobre amor, é sobre marcas. Dedico-o a todos os criativos com quem já me cruzei e com quem tenho tido o privilégio de trabalhar: “Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. [..]” (by Rob Siltanen)

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