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Amnistia Internacional quer que ataques de Israel a Gaza sejam investigados como crimes de guerra

Braço português da organização de defesa de direitos humanos vai estar hoje à tarde, em Lisboa, numa uma ação concertada física e online para apelar ao fim deste conflito, que mancha de sangue ambos os lados.

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Os ataques perpetrados nos últimos dias por Israel a residências em Gaza devem ser investigados como crimes de guerra, solicita a Amnistia Internacional, num comunicado em que lamenta a morte de civis inocentes num conflito armado entre israelitas e palestinianos que escalou nos últimos dias.

 

Segundo a organização de defesa de direitos humanos, as forças israelitas demonstraram um «desprezo chocante pelas vidas de civis palestinianos», realizando uma série de ataques aéreos contra edifícios residenciais, em alguns casos matando famílias inteiras – incluindo crianças – e causando destruição gratuita de propriedades civis, em ataques que podem equivaler a crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.

 

Recorde-se que estes ataques israelitas se sucedem aos prévios ataques palestinianos sobre Israel, num conflito que mancha de sangue ambos os lados.

 

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A organização documentou quatro ataques mortais por Israel lançados contra residências sem aviso prévio e pede que o Tribunal Penal Internacional (TPI) investigue com urgência esses ataques. O número de mortos em Gaza continua a aumentar, com pelo menos 198 palestinianos mortos, incluindo 58 crianças e mais de 1.220 feridos. Dez pessoas em Israel, incluindo duas crianças, foram mortas e pelo menos 27 feridas por ataques palestinianos.

 

«Há um padrão horrível emergindo de Israel lançando ataques aéreos em Gaza visando edifícios residenciais e casas de famílias – em alguns casos, famílias inteiras foram enterradas sob os escombros quando os edifícios em que viviam desabaram. Nos casos documentados, nenhum aviso prévio foi dado aos residentes civis para que eles escapassem. De acordo com o Direito Internacional Humanitário, todas as partes devem distinguir entre alvos militares e objetos civis e direcionar seus ataques apenas para objetivos militares. Ao realizar ataques, as partes devem tomar todas as precauções possíveis para minimizar os danos aos civis», disse Saleh Higazi, vice-diretor para o Oriente Médio e Norte da África.

 

«Embora os militares israelitas não tenham dado nenhuma explicação sobre os objetivos militares que almejavam nesses ataques, é difícil imaginar como bombardear prédios residenciais cheios de famílias civis sem aviso poderia ser considerado proporcional pelo Direito Internacional Humanitário. Não é possível usar armas explosivas de grande porte, como bombas de aviões que têm um raio de explosão de muitas centenas de metros, em áreas povoadas sem prever grandes vítimas civis», acrescenta.

 

Pelo menos 152 propriedades residenciais em Gaza foram destruídas desde 11 de maio, de acordo com a organização de direitos humanos com sede em Gaza, Al Mezan Center for Human Rights.

 

De acordo com o Ministério Palestiniano de Obras Públicas e Habitação em Gaza, os ataques israelitas destruíram 94 prédios, compreendendo 461 unidades residenciais e comerciais, enquanto 285 unidades residenciais foram severamente danificadas e tornaram-se inabitáveis.

 

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA), mais de 2.500 pessoas ficaram desabrigadas devido à destruição das suas casas e mais de 38.000 pessoas foram deslocadas até ao momento em Gaza.

 

Os disparos indiscriminados de foguetes de grupos armados palestinianos contra áreas civis de Israel também mataram e feriram civis e danificaram casas e outras propriedades de civis. Os foguetes disparados de Gaza contra Israel são imprecisos e seu uso viola o Direito Internacional Humanitário, que proíbe o uso de armas indiscriminadas por natureza. Esses ataques também devem ser investigados pelo TPI como crimes de guerra, refere a Amnistia.

 

 

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