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Amizades tóxicas: quem são e como lidar com elas

Idealização, dificuldade em estabelecer limites, questões emocionais, dependência e até sentimentos confusos podem transformar uma amizade numa relação tóxica.

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As amizades surgem por diversas razões e sob várias circunstâncias. Sustentam-se no vínculo afetivo, no respeito mútuo, na aceitação e compreensão do outro.

 

A amizade verdadeira é aquela que transforma, que enche de paz e coragem, que emociona. Pauta-se pelo apoio incondicional, o verdadeiro amigo é aquele que apoia em todas as decisões, motivando, incentivando e ajudando sempre, pela presença constante, amizade é estar perto, fisicamente ou não, mas estar perto, bem junto do coração, lealdade e sinceridade, ser leal é dignificar o que se sente, o que se promete, confiança e cumplicidade, a chave do sucesso.

 

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No entanto, as amizades nem sempre são assim e surgem as amizades tóxicas. Idealização, dificuldade em estabelecer limites, questões emocionais, dependência e até sentimentos confusos podem transformar uma amizade numa relação tóxica.

 

Tipos de amigos tóxicos

São vários os tipos de amigos tóxicos. O amigo vítima é aquele que sempre se coloca como mártir e sofredor das situações. Não importa o quanto a tenta ajudar a se fortalecer, ele insiste em se manter numa postura de lamúrias e reclamações. É uma relação que, com o tempo, se mostra disfuncional. A vitimização pode carregar doses de manipulação à medida que vai fazendo o que o outro deseja, mesmo sem se dar conta, para minimizar a sua dor e apaziguar suas queixas.

 

O amigo que irradia inveja vive uma busca constante de uma posição de destaque ou de superioridade, o que o leva a desqualificar as vitórias e ideias dos outros, como se fossem inúteis e de pouco valor. Fica extremamente incomodado com o seu sucesso e ou felicidade, não vibra com suas conquistas, e vai, pouco a pouco, minando a sua autoconfiança.

 

O amigo competitivo pauta a sua vida a competir consigo, tentando sempre ser melhor, condicionando a vossa relação.

 

O amigo pessimista é o que tem sempre reações negativas diante de tudo e de todos.  Recusa-se a receber auxílio e pode contaminar quem está à sua volta.

 

O amigo que magoa “sem querer” expõe as suas vulnerabilidades ou goza consigo em público, tentando que seja de uma forma “despretensiosa”, “livre de maldade”, “não intencional”. No entanto, a frequência, a repetição e a insistência provam o contrário, afetando a vossa relação.

 

Mas como lidar com este tipo de amigos?

Antes de escolher evitar o amigo ou colocar um ponto final na amizade, sugiro que:

Defina a importância que o seu amigo tem na sua vida.  Responda a esta pergunta: A pessoa é tóxica ou está a ser tóxica?

 

Pondere se a maneira como o seu amigo tem vindo a agir é reflexo de um momento de autoafirmação ou de uma fase má em algum campo da sua vida ou se efetivamente ele sempre foi assim. A resposta a esta questão determina, no primeiro caso, o término da relação de amizade, no segundo caso, ter uma conversa franca e necessária.

 

Fale com o seu amigo. Ele sabe como se sente? Muitas vezes acreditamos que o outro “percebe” as nossas reações, mas nem sempre isso acontece.

 

Por egoísmo, individualismo, narcisismo e falta de sensibilidade ou atenção, entre outros fatores, algumas pessoas ignoram os sentimentos alheios. Explique-lhe o que o incomoda de uma maneira clara, tranquila e assertiva.

 

Pondere um distanciamento temporário. O distanciamento pode fazer com que o seu amigo tome consciência das próprias atitudes e se prepare para uma nova conversa.

 

Tenha sempre em mente a sua saúde mental. Escolha quem acrescenta, não quem diminui.

 

Lembre-se: virar as costas ou dizer adeus a uma relação que fragiliza é um sinal claro de maturidade emocional. O silêncio, o estar sozinho,  vale mais do que horas de argumentação, dias sozinho na companhia de outros.

 

Priorize-se!

 

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