Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»Ame-se e deixe-se amar sem sentir culpa

Ame-se e deixe-se amar sem sentir culpa

Pinterest Google+

Amar parece um conceito tão simples e ao mesmo tempo pode ser tão difícil de colocar em prática. A quantidade de obstáculos que se conseguem atravessar no caminho chega a ser assustador. Em certas situações, é bem mais complicado aceitar o amor dos outros.

 

Cada pessoa tem uma noção diferente de amar e ser amado, e nem sempre coincide com a noção do parceiro. A construção do modo como nos relacionamos com o amor está muito dependente da mochila emocional que cada um carrega e que se foi enchendo desde que nascemos. O modo como os nossos pais amam e se permitem ser amados é uma das primeiras grandes influências, posteriormente os vários relacionamentos vão moldando a nossa forma de amar e sermos amados.

 

No fundo, este sentimento está intimamente relacionado com a nossa autoestima e a noção de merecimento que nos acompanha. Numa análise superficial, todos nós nos consideramos dignos e merecedores de sermos amados, mas quando analisamos mais profundamente esta questão nem sempre a conclusão é a mesma. Quem não se ama a si mesmo demonstra mais dificuldade a aceitar o amor dos outros. Regra geral, nestas situações, a postura é de desconfiança face ao amor dos outros. Raramente esta situação é consciente. É necessário estar atento aos comportamentos, reações e emoções que transportamos.

 

É importante sermos observadores dos nossos próprios pensamentos para concluir do grau de amor próprio que transportamos. Quantas vezes não duvidamos do amor dos outros ou nos sentimos inseguros em relação a ele se nós próprios não estivermos seguros do nosso real valor. Quem pensa exclusivamente nos outros em primeiro lugar e raramente considera as suas verdadeiras necessidades, quem muitas vezes se prejudica em detrimento dos outros ou quem já se esqueceu de quem é por estar em constante serviço ao outro tem naturalmente mais dificuldade em sentir o verdadeiro amor por si mesmo.

 

Na cama, as coisas não são diferentes. Quem se coloca, na vida, em constante serviço aos outros e descura os seus desejos irá fazer o mesmo numa situação sexual. A prioridade será satisfazer o outro e a sexualidade passa a ser apenas mais um instrumento para se entregar ao outro. Esta postura tem de ser equilibrada. Temos de estar atentos e prontos a satisfazer as necessidades dos outros, mas de forma equilibrada temos de ser a prioridade da nossa própria vida. Quem não está bem consigo próprio, quem não se ama o suficiente viverá em carência e mais cedo ou mais tarde não terá muito para dar aos outros.

Artigo anterior

Uma tatuagem, uma história

Próximo artigo

‘Receitas com Lata’ promove o valor nutricional das conservas portuguesas