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Alimento é vida – letra H

A hortelã tem uma fantástica ação no aparelho digestivo, pelo seu poder de proteção, regeneração e desintoxicação.

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Nesta sequência alfabética em que abordo a importância e o valor dos alimentos, é vital dedicar uma crónica ao reino vegetal, onde as plantas medicinais merecem o seu destaque. As plantas são há mais de 7000 mil anos a mais antiga medicina utilizada pelo ser humano.

 

Todos os seres vivos são formados por uma ou mais células agrupadas. Cada célula é uma unidade de vida. As células que constituem os vegetais diferenciam-se das animais, por estarem rodeadas de uma espessa membrana de celulose que as envolve, por conter cloroplastos cheios de clorofila.

 

A molécula de clorofila é muito similar à molécula da hemoglobina que é uma proteína presente no sangue e responsável por transportar o oxigénio, levando-o dos pulmões aos tecidos de todo o corpo. A principal diferença está no centro da molécula, enquanto a clorofila possui magnésio a hemoglobina possui ferro.

 

A clorofila tem propriedade de antioxidante, que resulta no fortalecimento e proteção das células de defesa do corpo humano (os linfócitos). E pode até ser capaz de reduzir inflamações, além de combater radicais livres que causam doenças degenerativas. Quem se consulta comigo sabe que em todos os planos alimentares que elaboro incluo a hortelã pela sua fantástica ação no aparelho digestivo, bem como outras plantas, pelo seu poder de proteção, regeneração e desintoxicação.

 

A ação “detox” é um dos mais poderosos benefícios da clorofila, porque é capaz de neutralizar os efeitos nocivos de substâncias como o tabaco e a contaminação crónica e aguda por ingredientes artificiais e químicos presentes em alimentos processados, além de muitos outros benefícios.

 

…«As plantas são o fundamento de alguns sistemas médicos tradicionais muito elaborados, com milhares de anos de existência em países como a China e a Índia»… (Dr.Gordon M. Cragg) Instituto Nacional do Cancro- NCI dos E.U.A. De acordo com o Dr. Cragg, os produtos à base de plantas medicinais desempenham também uma importante função nos sistemas dos cuidados médicos de 20% do resto da população mundial, que reside principalmente em países desenvolvidos.

 

Afinal a indústria farmacêutica faz uso das plantas na elaboração de grande parte dos medicamentos. Um em cada quatro medicamentos fabricados contém extratos de plantas ou princípios ativos derivados de plantas superiores. O Instituto Nacional do Cancro nos Estados Unidos foi criado em 1972, com a missão de fomentar e coordenar as investigações relacionadas com o cancro, usando cerca de 100 000 mil extratos de plantas, demonstrando desta forma o valor das plantas como fonte de novos medicamentos.

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