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Alergia ao amendoim superada em ensaio clínico na Austrália

Cerca de 80% das crianças tratadas com probióticos e imunoterapia mantiveram-se tolerantes ao amendoim quatro anos após o primeiro ensaio clínico. Não querendo cautelosamente falar já em ‘cura’, os investigadores dizem que este estudo mostra que ela é possível.

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Investigadores australianos fizeram um avanço no tratamento da alergia ao amendoim em crianças, ao conseguirem que dois terços das crianças do estudo não fizessem alergia ao fruto seco ao fim de quatro anos, revela o Murdoch Children’s Research Institute, entidade que procedeu ao estudo, em comunicado.

 

O tratamento feito com probióticos e imunoterapia oral mostrou sinais de ser duradouro, uma vez que mantém os seus efeitos ao fim de quatro anos após o início do estudo, mostrando fortes evidências de que uma cura pode ser possível e dando indicações importantes de como atacar a epidemia de alergias alimentares existente atualmente, revela o instituto.

 

No final do teste original, em 2013, 82% das crianças que receberam a imunoterapia oral probiótica foram consideradas tolerantes aos amendoins. Quatro anos depois, a maioria das crianças que ganharam a tolerância inicial continuam a ingerir amendoins (80%) e passaram um teste de desafio adicional confirmando a tolerância de longo prazo ao amendoim (70%).

 

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«Estas crianças comem amendoim livremente sem terem que seguir nenhum programa específico de ingestão de amendoim após o término do tratamento. Mais de metade consome quantidades moderadas ou grandes quantidades de amendoim numa base regular, outros apenas comem amendoins com pouca frequência. A importância desta descoberta é que essas crianças foram capazes de comer amendoim como crianças que não têm alergia e ainda mantêm o seu estado de tolerância», explica Mimi Tang, líder da pesquisa.

 

«Estas descobertas sugerem que o nosso tratamento é eficaz para induzir tolerância a longo prazo, até quatro anos após o término do tratamento, e é seguro. Também sugere a possibilidade emocionante de que a tolerância é um alvo realista para tratar a alergia alimentar. Este é um grande passo em frente na identificação de um tratamento eficaz para resolver o problema de alergia alimentar nas sociedades ocidentais», concluiu Tang.

 

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