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Aldeias de Montanha vão ter espaços de coworking rural

Espaços inusitados para trabalhar, usufruir e criar em pleno Parque Natural da Serra da Estrela e em comunhão com as comunidades locais. Numa primeira fase, três aldeias vão receber estes espaços para dinamizar e valorizar o território, recebendo freelancers e nómadas digitais, que os poderão utilizar gratuitamente e posteriormente por um valor simbólico.

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A Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede das Aldeias de Montanha, em parceria com as Juntas de Freguesias, está a levar a cabo uma ação integrada que visa criar espaços de coworking em três aldeias, nomeadamente Alvoco das Várzeas (concelho de Oliveira do Hospital); Lapa dos Dinheiros (concelho de Seia) e Videmonte (concelho da Guarda). Veja imagens na galeria acima.

 

A ideia passa por criar espaços inusitados de trabalho ou incubação de ideias em ambiente de aldeia. A conceção e design dos espaços tem subjacente os princípios da economia circular por via da valorização do território e atualização de recursos (por exemplo mobiliário em estado de uso), na promoção do ‘saber-fazer’ e envolvimento das comunidades locais na sua materialização.

 

Serão intervencionadas uma escola primária desocupada na Lapa dos Dinheiros, uma casa de habitação, sob gestão da Junta de Freguesia, em Videmonte, e um salão polivalente instalado num edifício propriedade da Junta de Freguesia em Alvoco da Várzeas. Espaços atualmente sem uso e funcionalidade, mas perfeitamente integrados no aglomerado urbano das aldeias.

 

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A adaptação destas infraestruturas a espaços de cowork, com incorporação de eco-design fortemente marcado pela identidade das Aldeias de Montanha, permite não só recuperar e dar função aos espaços para múltiplos fins no contexto comunitário das vivências das Aldeias, mas também possibilita a troca de experiências e conhecimentos entre as populações locais e freelancers ou nómadas digitais, que ali queiram ter experiências de trabalho temporárias.

 

«O usufruto destes espaços de cowork em ambiente de montanha, fortemente marcado por uma dimensão rural, será de utilização gratuita, numa primeira fase, passando posteriormente a um pagamento simbólico. A população local será parte integrante do processo de reabilitação e cocriação destes espaços. Já a aproximação ao mercado potencial destes espaços de trabalho criativos, inusitados e inspiradores é feita por via da sua inclusão em plataformas nacionais e internacionais que disponibilizam experiências de trabalho assentes no conceito de coworking», revela Francisco Rolo, presidente da Direção da ADIRAM.

 

Os coworks rurais serão dotados de conectividade e tecnologia de ponta que permitem aos utilizadores trabalhar remotamente, na aldeia, para qualquer parte do mundo. Das três aldeias em questão, uma delas já dispõe de fibra ótica (Lapa dos Dinheiros) estando prevista a curto prazo a colocação desta infraestrutura em Alvoco da Várzeas e Videmonte. A ADIRAM está agora a desenvolver esforços no sentido de encontrar um parceiro tecnológico com vista à instalação da rede wi-fi de alta velocidade e outros equipamentos técnicos nos edifícios.

 

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De referir ainda que as três aldeias, que representam nesta fase um projeto-piloto, dispõem de envolventes de grande qualidade ambiental com excelentes opções de fruição do espaço natural destacando-se as praias fluviais e os percursos pedestres. Para impactar ainda mais as experiências de trabalho em ambiente de montanha, é de realçar a existência, na aldeia, de serviços de hotelaria e alojamento local, permitindo assim que os utilizadores estejam ao mais alto nível de produtividade e sempre em contacto com a natureza e uma dimensão rural e comunitária onde se sente o pulsar das vivências das Aldeias de Montanha da Serra da Estrela.

 

Esta ação tem financiamento do Programa Juntar + no âmbito do Fundo Ambiental, em resultado de uma candidatura submetida pelas Juntas de Freguesia, e que está a ser operacionalizada em articulação com a Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha – ADIRAM e os Municípios respetivos.

 

Espera-se que até setembro os espaços possam estar a funcionar em pleno e em perfeitas condições para receber os primeiros coworkers que ali queiram ter experiências de trabalho.

 

 

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