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Agressivos competitivos, os novos “idiotas” nas organizações

A competitividade faz parte da personalidade humana, mas há quem a leve ao extremo, os agressivos competitivos.

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Os agressivos competitivos multiplicam-se nos corredores das organizações. Mais do que verdadeiros idiotas, são pessoas altamente prejudiciais que criam ambientes de trabalho tóxicos caracterizados pelo stress e ansiedade. Não hesitam em manipular e sem qualquer pejo apropriam-se das conquistas alheias para ganhar vantagem competitiva.

 

Certo que todos nós, de alguma forma, alguma vez, fomos forçados a competir. Mas não é dessas situações que falamos.  A competitividade faz parte da personalidade humana, mas há quem a leve ao extremo, os agressivos competitivos.

 

Os agressivos competitivos anseiam crescer na organização e para tal violam direitos, manipulam pessoas e criam climas de trabalho que se constituem como verdadeiros ataques à saúde psicológica das pessoas nas organizações.

 

Necessitam de notoriedade a cada segundo, precisam de experienciar poder pelo que não hesitam em desrespeitar os outros para alcançar objetivos, reforçando a imagem que têm sobre si próprios. Vivem em hipervigilância constante. Comparam-se a tudo e a todos e se há alguém que se destaca mais do que eles, claramente estará em “maus lençóis”, pois tudo farão para o superar e ter vantagem. De mentalidade rígida e inflexível acreditam que a vida se baseia em perder ou ganhar. Que visão tão medíocre, afinal a vida é muito mais rica que esta ideia redutora.

 

Procuram visibilidade, validação e admiração pelo que não hesitam em sabotar os direitos dos outros para ascender ao topo. Não vacilam em recorrer à mentira, manipulação e intimidação. Claramente idiotas que não percebem que o reconhecimento advém da qualidade do trabalho e da natureza da personalidade. Talvez nesta fase mais de um rosto nos venha à mente, prova de que proliferam nas organizações. O contexto é fértil, mas podemos sobreviver.

 

Os agressivos competitivos geram ansiedade nos que os rodeiam, pelo que uma estratégia para com eles lidar é “não jogar o jogo da competição”. Escolha quais são as competições em que participa. Apesar da pressão para competir ser enorme, está nas suas mãos escolher se quer entrar nessa “batalha”. Trave as guerras que apenas lhe permitem tornar-se melhor, as outras são verdadeiras perdas de tempo, portanto claramente idiotas. Proteja o seu equilíbrio psicológico.

 

Se decidir competir, defina limites claros até onde vai a sua competição. Não se transforme também num idiota.  Cuide da sua saúde física e psicológica.

 

Proteja-se e proteja o seu trabalho. Recorde que o agressivo competitivo não tem regras, não respeita o outro, por isso não hesitará em apropriar-se do seu trabalho, das suas ideias.

 

Não “mexerique”, há coisas que não se falam. Evite tecer comentários acerca do agressivo competitivo. Recorde que não hesitará em manipular os outros contra si, por isso seja exemplo.

 

Tenha sempre em mente os seus valores e nunca abdique deles. São a sua melhor herança, nunca os perca; Não queira ser quem não é. Fique feliz com o que é e aposte naquilo em que é diferente. Não permita que o agressivo competitivo lhe colonize a mente. Seja seletivo do que valoriza e de quem quer ter na sua vida.

 

Lembre-se que as pessoas têm a importância que lhes damos. O segredo aqui pode apenas passar por dar ao agressivo competitivo a importância que ele dá a si. Básico, portanto, nenhuma.

 

Pense nisso!

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