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Ágata Roquette: «Se mudarmos tudo na nossa alimentação, provavelmente desistimos»

Há cinco anos, revolucionou o mercado editorial na área da alimentação e dietas com o livro ‘A Dieta dos 31 Dias’. Depois de 230 mil exemplares vendidos, a nutricionista que também já passou por problemas de peso traz ‘A Nova Dieta dos 31 Dias’. O que mudou no mundo da nutrição nos últimos anos? Fomos saber.

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A Internet traz muita informação, mas também muita desinformação. Quais são para si os grandes erros que circulam por aí e que convém desmistificar?

De facto, somos bombardeados hoje em dia com assuntos relacionados com alimentos, dietas mágicas, o que devemos deixar de comer ou aquilo que devemos comer todos os dias… e muitas vezes são conteúdos sem fundamento científico. Com glúten, sem glúten, com ou sem lactose, vegetarianismo, dietas líquidas, detox… são assuntos que deverão ser falados em consulta para que não falte nada ao organismo.

 

Tem vários livros publicados. Qual o segredo do seu sucesso enquanto nutricionista?

Acho que um dos segredos é a maneira como os livros estão escritos. Tento fazê-lo de forma a aproximar-me do leitor e fazer com que sinta que pode contar comigo para mudar os hábitos, sem ser de uma forma proibitiva e crítica, mas sim com um bom espírito. Outro aspeto que faz com que as pessoas confiem em mim é o facto de eu mesma já ter passado pelo mesmo que elas e não ter voltado a engordar. As receitas também ajudam, pois são saborosas e fazem com que a pessoa não sinta que está em dieta.

 

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O facto de também ter tido distúrbios alimentares ajuda a ficar mais próxima dos pacientes?

Sim, acho que alguma das coisas que digo que vão acontecer, como por exemplo que o terceiro dia é o pior, mas que a partir daí tudo melhora, é porque já passei por isso também. A questão é que quando tinha os distúrbios nem conseguia chegar ao terceiro dia, começava no primeiro dia direitinha de manhã e depois estragava tudo com bolachas à tarde.

 

Estamos a entrar numa época complicada – o Natal. O que recomenda às pessoas para atravessarem esta altura do ano sem grandes pecados?

Acho que este mês não tem que ser um mês de grandes perdas, mas sim de manutenção do peso e isto consegue-se se as pessoas fizerem compensações: “Hoje já me portei mal, amanhã vou tentar estar direitinha”, “na quinta-feira tenho jantar de Natal da empresa, mas durante o dia e na sexta tento compensar comendo bem”… e assim se vai passando o mês de dezembro. Em janeiro, é ganhar coragem e começar ou recomeçar, mas a sério!

 

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