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Ágata Roquette: «Se mudarmos tudo na nossa alimentação, provavelmente desistimos»

Há cinco anos, revolucionou o mercado editorial na área da alimentação e dietas com o livro ‘A Dieta dos 31 Dias’. Depois de 230 mil exemplares vendidos, a nutricionista que também já passou por problemas de peso traz ‘A Nova Dieta dos 31 Dias’. O que mudou no mundo da nutrição nos últimos anos? Fomos saber.

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Cinco anos depois de ‘A Dieta dos 31 Dias’ lança o livro ‘A Nova Dieta dos 31 Dias’. O que traz de diferente esta nova versão?

Em nutrição, cinco anos é muito tempo – sobretudo estes cinco que passaram. Muitos são os alimentos com que nos fomos familiarizando e que tanto interesse têm, ao contrário de outros que convém consumirmos menos e estar alerta para isso. Esta nova versão permite fruta e frutos secos desde o início fazendo com que as fases da dieta se tornem diferentes. É um plano mais fácil de cumprir e posso assumir que é mais saudável do que o anterior.

 

Na realidade, nestes cinco anos muita coisa mudou no mundo da nutrição. Surgiram novos alimentos, novas consciências por parte do consumidor. Quais são para si as grandes diferenças?

As pessoas cada vez se preocupam mais com o consumo de alimentos mais naturais, menos processados e livres de químicos. Alimentos como quinoa, bulgur, batata-doce, manteiga de amendoim, etc., são muito falados em hoje em dia e – alguns mais do que outros – têm de facto interesse nutricional. No entanto, sendo alguns muito calóricos, convém saber como e em que quantidades devem ser consumidos. E está tudo explicado no livro.

 

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Que alimentos são totalmente proibidos nestes 31 dias?

Nos primeiros 31 dias continuam a ser proibidas fontes de hidratos de carbono ao almoço, lanche e jantar. Ao pequeno-almoço é permitido o pão ou uma outra fonte de hidratos e, passado um mês, são introduzidos e não voltam a ser proibidos. Estas regras são para quem não faz desporto, porque para quem faz terá direito a mais hidratos de carbono sobretudo antes do treino. Este livro traz também sugestões pré e pós treino que o outro livro não tinha. E são obviamente proibidos: bolos, bolachas, cereais açucarados, snacks como batatas de pacote, croissants, etc. Por vezes, é permitido chocolate preto, mas só em dias de grande ansiedade ou vontade de comer doce (ex. síndrome pré-menstrual).

 

Em cinco anos de prática deste método, quais têm sido os resultados?

Os resultados são bons. Não são rápidos nem lentos, já que o plano não é muito restritivo, mas os resultados são consistentes e sempre com o principal objetivo em mente: manter o peso perdido para sempre.

 

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É possível perder peso sem grandes sacrifícios? Quais as linhas mestras do seu método?

Os meus pacientes sentem isso e é com eles que aprendo tudo. Os 3 primeiros dias de adaptação são mais difíceis, mas depois são, de facto, poucos os sacrifícios que se sentem. Fome não se tem porque as quantidades e a forma de cozinhar saciam bastante. Durante o dia faço uma lancheira que a pessoa vai gerindo e são muitas as opções que lá ponho. A ansiedade e saudades de alguns alimentos resolvem-se com o dia livre por semana, que nos ajuda a acalmar e a ganhar forças para mais uma semana, em que o objetivo é mesmo uma mudança de hábitos alimentares para sempre.

 

Há hoje em dia um regresso ao natural, aos produtos biológicos, aos alimentos endógenos. Devemos preferir o que é da nossa terra ou adotar os novos alimentos que nos chegam de terras longínquas, mas que não fazem parte da nossa alimentação, como chia, quinoa…

Acho que devemos conhecê-los, saber usá-los, mas ao mesmo tempo continuar com a base de hábitos que já tínhamos e que não era má. Se mudarmos tudo na nossa alimentação, provavelmente desistimos, já que não tem nada a ver com aquilo que fazíamos dantes.

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