Home»ATUALIDADE»ENTREVISTAS»Ágata Roquette: «Não é difícil fazer dieta»

Ágata Roquette: «Não é difícil fazer dieta»

Autora do bestseller ‘A Dieta dos 31 Dias’ e de outros três livros sobre nutrição, Ágata Roquette é uma das mais bem-sucedidas nutricionistas portuguesas, com provas dadas do seu método de trabalho. Também ela sofredora de distúrbios alimentares no passado, diz que compreende bem o drama por que passam as pessoas com problemas de peso. Mas, afinal, é sempre possível mudar.

Pinterest Google+
PUB

A Ágata é uma nutricionista de sucesso com livros que têm comprovadamente ajudado as pessoas. Qual o segredo do seu sucesso?

Acho que consegui, nos meus livros, desdramatizar o conceito de “dieta”. É possível perder peso sem grande ansiedade, com prazer naquilo que se come e sem a sensação de que estamos sozinhos: o plano que proponho não é anti – social, permite almoçar e jantar fora e ainda assim cumprir o plano.

 

É público que também teve distúrbios alimentares. Pode partilhar como isso aconteceu e como conseguiu superar o problema?

Até hoje, não sei qual a razão que me levou a ter um distúrbio alimentar. Penso que o principal motivo foi ter deixado a alta competição e, como o aumento foi tão rápido (em três ou quatro meses aumentei à volta de 15 kg, dos 58 para os 73 kg), não tive tempo de me habituar ao meu novo corpo e aceitá-lo. Esta mudança tão rápida levou-me a achar que a solução era deixar de comer e foi o que fiz no primeiro trimestre da faculdade (voltei aos 63 kg em muito pouco tempo porque comia mesmo muito pouco). No dia em que não aguentei mais a restrição, comecei a subir, a subir e só parei nos 90 kg. E nesta fase comecei a arrepender-me das quantidades de comida que comia e surgiu a bulimia nervosa.

 

Considera que por esta razão compreende melhor os pacientes e como é difícil fazer dieta?

Sim, foram anos de luta com a balança. Nunca tive problemas de peso até aos 16-17 anos, não me pesava e acho que nem sequer tinha balança em casa. E, a partir dessa idade, a balança começa a ser a minha grande inimiga, a minha obsessão diária e a razão que me levava a estar mais contente ou triste durante o dia. Tudo dependia do peso que a balança mostrasse de manhã, quando me pesava.

 

Veja a galeria: O poder dos alimentos  termogénicos

 

Tudo o que acontecia durante o dia – vestir-me de manhã, comer à frente das pessoas, ouvir comentários do tipo “o que é que te aconteceu para engordares tanto?”, a chegada a casa, o comer às escondidas, etc., são coisas que senti na pele e, por isso, é normal que entenda os meus pacientes que estão a passar pelo mesmo.

 

Foi isso que a levou a optar profissionalmente pela área da nutrição?

Não. Eu concorri a Medicina Dentária, mas a minha nota não chegou. Tinha média de 15,9 e a última nota a entrar foi 16,4 na minha faculdade. A segunda opção era Nutrição, e passado um ano podia tentar novamente Medicina Dentária com algumas equivalências. Mas nunca mais quis mudar, porque rapidamente me apaixonei pela Nutrição e gosto mesmo muito do que faço.

Artigo anterior

Woody Allen escolhe Miley Cyrus para protagonizar nova série

Próximo artigo

Sofia Vergara pede indemnização de 14 milhões de euros