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Afinal o sushi é ou não saudável?

No dia 18 de junho, celebra-se o Dia Internacional do Sushi, o que pode ser a desculpa perfeita para se deliciar com a iguaria, mas também para perceber o impacto que esta tem na alimentação. Os nutricionistas Carolina Pinto e Pedro Carvalho explicam os benefícios e malefícios do sushi para a saúde.

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O sushi é um prato japonês que teve origem numa antiga técnica de conservação que remonta ao século VII, onde o peixe era limpo, prensado entre arroz e sal e deixado a fermentar durante algumas semanas até estar pronto a comer.

 

Já no século XVII os japoneses começaram a adicionar vinagre ao arroz para melhorar o sabor e reduzir o tempo de fermentação. Hoje, o sushi que consumimos consiste em rolos de algas nori, arroz avinagrado, peixe e legumes e é servido com molho de soja e wasabi, uma pasta verde picante que deve ser consumida em pequenas quantidades.

 

As algas nori são bastante benéficas nutricionalmente já que contêm cálcio, magnésio e ferro, segundo os estudos da equipa de especialistas do site de saúde ‘Healthline’ e também «praticamente isentas em calorias, contribuindo para o consumo de fibra», como acrescenta a nutricionista Carolina Pinto.

 

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Já o arroz branco, o principal componente do sushi, perde fibra, vitaminas e vegetais ao longo do seu processo de confeção, onde lhe é adicionado açúcar, que lhe confere a textura pastosa e o torna num alimento com elevados hidratos refinados, que aumentam o risco de inflamações e podem contribuir para o aparecimento da diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares.

 

Assim, tal como todos os alimentos, o sushi tem prós e contras para a saúde. Segundo a nutricionista Carolina Pinto, não nos devemos esquecer que este é uma fonte de proteína completa, de vitamina A e vitamina do complexo B, de minerais como o ferro, o iodo, o potássio, o selénio e o fósforo e também de ácidos gordos como a ómega 3, benéfica para a saúde cardiovascular.

 

É também através do consumo de sushi que parte da população, principalmente as camadas mais jovens, insere o peixe na sua dieta. Mas «dado que o salmão e o atum são peixes com uma maior presença de metais pesados não é aconselhável consumi-los mais do que três vezes por semana», aconselha o nutricionista Pedro Carvalho.

 

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O nutricionista indica também que é importante ter em atenção que «o consumo excessivo de sushi pode acarretar um maior aporte calórico, uma vez que, regra geral, o número de peças consumido é sempre maior do a porção de um prato ‘normal’».   Outro dos fatores a ter em conta é o «facto de o peixe estar cru, o que apresenta riscos de contaminação em que são importantes as regras de boas práticas de higiene e segurança alimentar propostas pela FDA e pelo INSA para eliminação dos microorganismos», refere Carolina Pinto.

 

A questão que tantas vezes se coloca, se o sushi é ou não saudável, tem como resposta o equilíbrio e a moderação.  A nutricionista Carolina Pinto compara que «o consumo de 10 peças de sushi apresenta aproximadamente 500kcal, muito próximo de uma refeição habitual de fast food e com um teor de gordura saturada muito mais reduzido». Assim, para o nutricionista Pedro Carvalho, o sushi «pode ser uma excelente refeição de fim de semana ou uma asneira saudável», para se cometer esporadicamente.

 

Deste modo, para desfrutar de forma mais saudável a refeição, os nutricionistas sugerem que se privilegiem peças com menos quantidade de arroz, molhos e frituras ou que se opte por fazer esta refeição ao almoço limitando o consumo entre 10 a 15 peças.

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