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Aeroporto de idiotas

Um mundo empresarial sem idiotas é tão improvável quanto impossível. A sociedade transformou-se num aeroporto de idiotas, a cada dia aterra mais um avião lotado, o que nos deve a todos preocupar. Mas porque há tantos chefes Idiotas?

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São vários os motivos que fazem com que mais um idiota venha a ser chefe. Em primeiro lugar, idiotas promovem outros idiotas, o que justifica existirem tantos idiotas em cargos de chefia. Os idiotas selecionam idiotas para com eles trabalhar. A idiotice é um bilhete de primeira classe numa organização. Competência não é um pré-requisito para ser chefe, muito pelo contrário.

 

Muitos líderes, que têm medo de perder o seu lugar, ou que a sua posição deixe de fazer sentido, escolhem idiotas submissos para com eles trabalhar. É muito mais fácil trabalhar com idiotas, os idiotas “yes-man” típicos, não questionam, não colocam em causa, não pensam, apenas agem de acordo com as intenções expressas. Nas minhas palavras são pequenos idiotas. Paralelamente, muitas vezes os idiotas estão no lugar certo à hora certa e a necessidade torna-os chefes.

 

Um outro motivo que leva a que proliferem é que os idiotas também parecem inteligentes e focados até revelarem a sua verdadeira personalidade, pelo que muitas das vezes são escolhidos por parecerem ser o que não são. Aparentam ser quem não são e fazem-no de forma tão “encenada” que o ser humano comum não deteta o “falso eu”. Neste momento provavelmente surge a pergunta, mas se não têm competência porque se mantêm tanto tempo no lugar?

 

Para os idiotas, as evidências de que não são competentes são escassas. Apesar de serem visíveis a olho nu e diariamente, infelizmente os idiotas não as conseguem ver. Os idiotas não têm maturidade, competências e características humanas para se tornarem líderes, nem capacidade para se autoavaliarem e perceberem que há um longo caminho a percorrer. Facilitar e apoiar o crescimento pessoal e profissional dos colaboradores é algo que só está acessível a alguns. Exige capacidade e vontade, características que o idiota não possui.

 

Numa situação improvável de perceberem que não têm perfil, não têm dignidade, nem coragem para pedir a demissão. Em vez disso, encontram desculpas externas para os seus fracassos e tornam-se ainda mais idiotas. O resto da história é fácil de imaginar…

 

Reféns do dinheiro, da hierarquia, do poder, alimentam-se e tornam-se mais idiotas. Rodeiam-se igualmente de idiotas pois só esses os fazem sentir confortáveis na sua idiotice. A partir daí, tratam as pessoas como lixo, pois acreditam ser um caminho para o sucesso pessoal. Acreditam que deixar os outros sentirem-se oprimidos, desrespeitados, desconsiderados técnica e pessoalmente, pode ajudar à sua motivação e fazê-los focar no essencial.

 

Um verdadeiro disparate, uma falha clara na gestão de pessoas, um atraso no caminho para a competitividade organizacional. Quem o pratica, acredita piamente que se trata da melhor solução. No entanto, mais do que um idiota, não passa de um falhado como ser humano.

 

A dificuldade é que tratar os outros como lixo é contagioso. Se trabalha com alguém que o faça, é provável que venha a fazer parte do grupo, sem se dar conta. E de repente, a empresa transforma-se num aeroporto de idiotas, em que a cada minuto aterra mais um.

 

Veja o comentário de Vera de Melo sobre este tema na SIC Notícias.

 

 

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