Home»VIDA»CARREIRA»Adquirir novos skills: é possível ‘na era COVID’?

Adquirir novos skills: é possível ‘na era COVID’?

A COVID-19 trouxe muitas coisas más, mas potencializou coisas muito boas, entre elas o teletrabalho e neste caso a formação à distância.

Pinterest Google+
PUB

Muitos de nós ficámos em 2020 com uma série de projetos adiados, entre eles formações, cursos, licenciaturas, mestrados e afins. Quando começou o confinamento no início de 2020, muitos estavam habituados à formação em sala, onde existe a famosa dinâmica intergrupal, a partilha de experiências, onde supostamente as emoções estão mais patentes e o formador consegue ler/analisar os comportamentos para melhor ajudar os seus formandos.

 

É certo que a formação presencial tem as suas vantagens e para muitos sempre foi a única opção, o que é compreensível. Então e agora? Com as distâncias sociais? Com limitações no número de pessoas nos espaços fechados? Parece que aquela formação que tanto queríamos fica para mais tarde. Não! A COVID-19 trouxe muitas coisas más, mas potencializou coisas muito boas, entre elas o teletrabalho e neste caso a formação à distância.

 

Muitos preconceitos existem (ainda) em Portugal sobre a formação à distância, no que toca às competências que atribui, à exigência de que o formando seja mais disciplinado, que não haja interação física, à qualidade da mesma, etc. Mas se, por exemplo, os franceses e os espanhóis (sobretudo) são “máquinas” na formação à distância (e-Learning), nós não podemos também render-nos a ela?

 

É certo que sempre existiu, contudo, muitas das formações, cursos, licenciaturas, mestrados e afins apenas existiam no formato presencial aqui em Portugal (sim, temos um longo caminho a percorrer no que toca à formação à distância, e por isso bravo às entidades que sempre acreditaram no e-Learning), mas com a revolução que a COVID-19 veio trazer ao mundo, centros de formação, universidades e escolas tiveram que se reinventar. Já deu uma espreitadela no site da escola, centro de formação ou universidade que tem o curso que tanto quer?

 

Para muitas destas identidades era impensável (até inícios de 2020) realizar muitos dos seus cursos, formações, licenciaturas e mestrados, etc. em formato e-Learning (100% à distância). Quanto muito realizariam em formato b-Learning (mix de distância com aulas presenciais) ou apenas em formato presencial.

 

Por isso está na altura de se lançar a novos desafios e investir em novos skills. Quer em Portugal, quer no estrangeiro existe uma vastíssima oferta formativa em formato e-Learning, muitos deles não darão um nível académico (como uma licenciatura, mestrado,..) mas permitiram adquirir novos skills.

 

Com o confinamento e com o teletrabalho, precisamos continuar a ser disciplinados e a cuidar de nós. No artigo anterior falamos sobre a importância deste equilíbrio, por isso, em vez de sermos adictos do trabalho, porque não investirmos na nossa formação? Isso vai ajudá-lo, também, a gerir melhor o tempo que dedica ao trabalho e pode abrir-lhe portas para novas oportunidades profissionais. Talvez seja o “empurrão” que precisa para reinventar-se!

 

A aprendizagem é constante na vida do ser humano, e nesse processo está incluída a formação.  A formação é conhecimento, a formação é informação, a formação é algo que nos ajuda ser melhores. 2020 está no seu fim, mas ainda estamos a tempo de investir em nós.

 

Nota: O e-Learning é a formação à distância em que podem haver sessões síncronas (onde nos conectamos com o formador/alunos e os restantes formandos/alunos) ou sessões assíncronas (onde não tem que interagir com ninguém, se não quiser, e tem que apenas ler o conteúdo e fazer os exercícios, testes, etc. propostos pelo curso). Em qualquer caso, conte sempre com o apoio do tutor do curso e informe-se sempre bem antes de tomar qualquer decisão.

 

“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.”  Esopo

 

 

 

 

 

Artigo anterior

40% das pessoas infetadas com COVID-19 podem não ser detetadas através de testes rápidos de antigénio

Próximo artigo

Estudo identifica 10 categorias de alimentos associados a morte precoce