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Adote o seu agricultor (e saiba o que consome)

Muito se fala nos dias de hoje de agricultura convencional, biológica, biodinâmica, permacultura… mas afinal quais as diferenças entre cada uma a qual a melhor decisão a tomar na hora de adquirirmos os produtos que consumimos?

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A melhor decisão será sempre a escolha que cada um fizer, mas que seja tomada de uma forma consciente. Vou referir de forma abreviada alguns tipos de agricultura que são praticados actualmente.

 

A agricultura convencional pode ser intensiva, extensiva, mais moderna ou mais tradicional, mas o modo como é feita leva a que haja um aumento ou não de produção por hectare. Neste tipo de agricultura, é permitida a utilização de produtos químicos como pesticidas, herbicidas, hormonas de crescimento, organismos geneticamente modificados, entre outros, sendo que existem regulamentos legais que definem as quantidades que são permitidas a utilizar e que podem surgir no alimento final que é consumido.

 

A agricultura biológica pretende ser uma agricultura sustentável que fomenta a melhoria da qualidade do solo para que este não se esgote e continue fértil, fomenta a consociação de culturas e o aumento da biodiversidade. Neste tipo de agricultura, não é permitida a utilização de produtos químicos de síntese, como pesticidas, adubos químicos, hormonas de crescimento, nem é permitido o uso de organismos geneticamente modificados.  Apesar de a grande maioria dos produtores biológico ser de pequena escala, devido ao aumento do consumo cada vez mais surge a automatização e a mecanização de processos. Neste caso, existe regulamentação restrita sobre os produtos que podem ser utilizados, existe também uma entidade certificadora que controla e audita os processos, de modo a poder emitir um certificado que garante o cumprimento dos requisitos e a garantia do produto final.

 

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A agricultura biodinâmica tem uma abordagem muito semelhante à da agricultura biológica. A biodinâmica defende a biodiversidade, o trabalho manual em detrimento da mecanização, o desenvolvimento pessoal e social. Para praticar este tipo de agricultura, é necessário um conhecimento aprofundado da natureza, das suas forças e energias, potencializando assim o crescimento das plantas e demais seres da natureza. Neste caso, não existe regulamentação especifica, nem entidades certificadoras. Em Portugal, existe a ABIOP – Associação Biodinâmica Portugal, que tem como objetivo apoiar a implementação e o desenvolvimento da biodinâmica no país.

 

A permacultura é um modo de produção que engloba métodos holísticos para planear, atualizar e manter os sistemas em equilíbrio, sendo por um lado uma filosofia de vida que respeita um conjunto de princípios, por outro lado, pretende ter um  profundo conhecimento e a utilização lógica e fundamentada  de  ferramentas  que permitem desenhar qualquer sistema humano ou organizar um espaço para melhorar o desempenho de todos os  elementos poupando energia e  fechando os  ciclos  de modo a  tornar os processos auto-suficientes. Neste caso, não existe regulamentação especifica, nem entidades certificadoras. Em Portugal, existe o Portal da Permacultura, projeto que visa promover a permacultura no país.

 

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Na minha opinião, e sem sombra de dúvida, deve ‘adotar’ o seu agricultor. É ele que todos os dias traz o seu alimento, o seu medicamento para o seu prato! Deve conhecê-lo, conhecer a que distância se encontra de si, a sua forma de viver a vida, a forma como produz, como respeita a natureza, como respeita o espaço que é de todos… Sempre conscientes de que a partir do momento em que se toma esta decisão não vai conseguir consumir tudo durante todo o ano, mas sim os produtos da época, os que lhe trazem o beneficio que necessita na altura certa, aliás não será por acaso que as laranjas e os limões são a fruta de inverno! Mas sim porque são ricos em vitamina C, vitamina essencial para o nosso organismo, para prevenir e tratar constipações. É apenas um simples exemplo de como tudo nesta vida faz sentido! Temos apenas de estar atentos aos sinais que nos são apresentados diariamente de modo a tomar a melhor decisão.

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