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Adolescentes assediados sexualmente com maior tendência para sexo casual

Estudo norueguês quis perceber os mecanismos psicológicos que estão por detrás do assédio sexual entre adolescentes, sejam do sexo oposto ou do mesmo sexo. E, surpreendetemente, veio provar que a forma mais comum de assédio sexual é entre rapazes.

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Adolescentes que assediam sexualmente outros têm relações sexuais casuais com mais fequência do que aqueles que não assediam. Também fantasiam mais com sexo casual e consideram mais aceitável ter relações sexuais sem compromisso ou proximidade emocional. Mais o  mais surpreedente é que os adolescentes que foram sexualmente assediados têm mais tendência do que os outros a terem sexo casual.

 

Estas são as principais conclusões de um novo estudo realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega, aquando das suas pesquisas sobre os mecanismos psicológicos que estão por trás do assédio sexual entre adolescentes..

 

Os resultados parecem dar a impressão de que a culpa é da vitima por ser assediada, mas Mons Bendixen e Leig Edward Ottesen Kennair, investigadores do caso, garantem que as descobertas não pretendem culpar a vítima. «Estamos a tentar entender os mecanismos psicológicos subjacentes ao assédio», justifica Bendixen nas declaraçãoes prestadas à universidade onde leciona.

 

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Em primeiro lugar, Bendixen e Kennair reconhecem o direito individual de se ter relações sexuais, sem com que frequência for, sem medo de se ser assediado. Depois, que os indivíduos que assediam sexualmente aparentemente são em primeiro luigar motivado pelo interesse sexual. Mas esta leitura ja se torna difícil de compreender quano o assédio se direciona a pares do mesmo sexo.

 

A dupla distinguiu então dois tipos diferentes de assédio. Um deles ocorre entre sexos opostos e geralmente consiste numa exploração mais ou menos bem-sucedida do sexo. Esta situação relaciona-se com um desejo por ter relações sexuais, geralmente de curta duração.

 

O assédio de pares do mesmo sexo, por outro lado, é sobre competitividade. Neste caso, o ponto principal é tornar-se mais atraente, à custa dos concorrentes do mesmo sexo. Trata-se, principalmente, de posicionamento social. Ao denegrir alguém do mesmo sexo, pode estar a mostrar que se classifica acima dos outros nesta hierarquia.

 

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Segundo o estudo, o assédio sexual é muito comum. 60% das pessoas (rapazes e raparigas) inquiridas relataram ter sido sexualmente assediados no ano passado. Cerca de 30% das raparigas e cerca de 45% dos rapazes admitiram ter assediado sexualmente alguém, uma ou mais vezes.

 

Há o entendimento social de que os rapazes assediam mais as raparigas, mas o estudo prova que a forma mais comum de assédio sexual é entre rapazes. «Normalmente um rapaz faz comentários sobre o outro rapaz ser gay», afirma Bendixen.  O segundo tipo mais comum é o assédio sexual feito por rapazes a raparigas. No entanto, as raparigas também assediam outras raparigas, mas assediar rapazes é um cenário mais incomum.

 

Quanto a politicas que promovam a redução do assédio sexual entre adolescentes, os investigadores acreditam que as aulas de educação sexual nas escolas podem ser uma arma muito importante para mudar mentalidades.

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