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Adoçantes: saiba as diferenças, riscos e benefícios

Os adoçantes, ou vulgarmente designados de edulcorantes, são utilizados como substitutos do açúcar, com o objetivo de diminuir as calorias dos alimentos. Mas nem todas as pessoas podem utilizar o mesmo tipo de adoçantes.

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Regra geral, os  adoçantes são utilizados por diabéticos, obesos e por pessoas que procuram controlar o peso. Estes substitutos do açúcar estão a ser direccionados não só para quem padece das patologias referidas, mas também para prevenir numerosas outras doenças, principalmente para bloquear o desenvolvimento das caries dentárias.

 

Existem edulcorantes naturais e artificiais, denominados de nutritivos e não nutritivos:
– Nutritivos (que contém calorias): destacam-se a sacarose, o aspartame, a frutose, a glicose e os derivados de monossacarídeos (sorbitol, manitol, xilitol, eritritol) e os derivados de dissacarídeos (isomatitol, lactitol, matitol, tagatose, trelose).
-Não nutritivos (que não contém calorias): correspondem à sacarina, ao acessulfame-k, à sucralose, ao neotame, ao alitame, à neoesferidina, à taumatina, ao ciclamato e o steviosídeo.

 

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Os edulcorantes artificiais que se destacam no nosso mercado são: o aspartame, a sacarina, o ciclamato de sódio, o acessulfame-k e a sucralose. Os edulcorantes naturais destacam-se a frutose, o manitol, o sorbitol, o xilitol e o steviosídeo. Os adoçantes não garantem redução de calorias

 

A substituição do açúcar por edulcorantes não garante necessariamente a redução das calorias, porque alguns produtos aumentam a quantidade de outros nutrientes para o seu fabrico. Um bom exemplo é o aumento da gordura para a produção de chocolates dietéticos. Portanto, eu diria que é imprescindível a leitura dos rótulos dos produtos.

 

Os adoçantes não engordam, devido ao elevado poder de adoçar e devem ser usados em pequenas quantidades ou com muita moderação – muitos não apresentam valor calórico e os que possuem têm muito baixo valor calórico.

 

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Característica de alguns edulcorantes
Edulcorante Propriedades Toxicidade
Aspartame Valor calórico igual ao açúcar (4kcal/g) porém o seu poder de adoçar é de 180 a 200 vezes maior. Não deve ser ingerido por indivíduos com fenilcetonúria. Ingestão diária aceitável é de 40 mg/kg.
Sacarina Poder de adoçar 400 vezes maior que a sacarose. Não é metabolizado pelo organismo e a sua excreção pelos rins é realizada rapidamente após a sua ingestão. Apresenta um sabor residual amargo quando adicionada sozinha aos alimentos, por essa razão é utilizada associada a outros edulcorantes. Ingestão diária aceitável é de 5 mg/kg.
Ciclamato de sódio Poder de adoçar é de 30 vezes maior que a sacarina. Não deixa sabor residual. Ingestão diária aceitável é de 11 mg/kg.
Acessulfame K É um sal de potássio derivado do ácido acético. O poder de adoçar é 200 vezes maior que a sacarose. Não deixa sabor residual e suporta bem altas temperaturas.Pessoas com problemas renais devem limitar a ingestão devido ao potássio. Ingestão diária aceitável varia entre 9 a 15 mg/kg.
Sucralose Sintetizada a partir da sacarose. A modificação feita faz com que a sucralose não seja calórica. O poder de adoçar é de 600 vezes maior que a sacarose. Suporta bem elevadas temperaturas. Ingestão diária aceitável é de 15 mg/kg.
Frutose O açúcar da fruta. É um edulcorante natural. Adoça mais de 170 vezes em relação *A sacarose. Associou-se o aumento dos triglicéridos plasmáticos ao excesso de frutose. A ADA (Associação de Diabetes Americana) não recomenda a utilização de frutose por diabéticos. Não existe uma ingestão diária aceitável.
Steviosídeo Extraído da Stévia rebaudiana é utilizado para substituir o açúcar e outros edulcorantes. Tem um poder de adoçar 300 vezes maior que a sacarose. Deixa um sabor residual um pouco desagradável. Ingestão diária aceitável é de 5,5 mg/kg.

 

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