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Açores quer tornar-se num destino para os amantes de ‘canyoning’

Os Açores são ricos em ribeiras, cascatas e cursos de água com fortes declives. O local ideal para a prática do 'canyoning'. O primeiro encontro internacional decorre já no final do mês.

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O primeiro Encontro Internacional de Canyoning nos Açores junta no final do mês 120 praticantes da modalidade oriundos da Europa e EUA, sendo o objetivo destacar as “singulares” do arquipélago para esta prática e potenciar um nicho de mercado.
“O principal objetivo do encontro é tornar os Açores como um destino de ‘canyoning’ internacional, divulgando as condições naturais excelentes que existem no arquipélago para a prática desta modalidade”, afirmou Francisco Silva, coordenador da secção de ‘canyoning’ da Associação Desnível, em declarações à Lusa.
O primeiro Encontro Internacional de Canyoning nos Açores (Canyoning Internacional Meeting in the Azores) decorre de 28 de setembro a 03 de outubro na ilha das Flores, numa coorganização da Associação de Desportos de Aventura Desnível e do Turismo dos Açores.
Este desporto permite explorar ribeiras, cascatas e cursos de água com fortes declives através de uma descida com recurso a rapel, saltos, destrepes e tobogãs.
Segundo Francisco Silva, as “condições singulares” do arquipélago, com particularidades de ilha para ilha, têm vindo a atrair “cada vez mais praticantes” e também aumentado a oferta de empresas açorianas, sendo que “os Açores podem-se diferenciar nesta modalidade”.
“Em termos de atratividade internacional, as Flores e São Jorge têm um potencial muito grande para serem destinos internacionais muito bons”, sublinhou, indicando, no entanto, que São Miguel acaba por ser a ilha que mais vende porque é onde chegam mais turistas.
Francisco Silva frisou o trabalho que a Associação de Desportos de Aventura Desnível e o Turismo dos Açores têm vindo a realizar ao longo dos últimos anos em termos de equipamentos, expedições, formações e levantamento de informação.
O encontro que terá lugar nas Flores é essencialmente destinado a praticantes de ‘canyoning’ que tenham autonomia para praticar a modalidade nos ‘canyons’ da ilha, disse, acrescentando que os participantes vão integrar, durante uma semana, “diferentes atividades e diferentes descidas, usufruindo desta interatividade com a natureza”.
“São os próprios praticantes que pagam e é nesta lógica que consideramos ser vantajoso fazer encontros deste tipo”, disse, acrescentando que a procura “foi muito grande” e estarão presentes alemães, espanhóis, franceses, holandeses, gregos e americanos.
Além de divulgar o potencial dos Açores para a prática da modalidade, o evento assume-se também como uma importante estratégia para combater a sazonalidade do turismo num período onde “a hotelaria e serviços não têm tanta procura”.
De acordo com a organização do evento, “os Açores são um território de excelência para a prática de ‘canyoning’, com percursos equipados” em “São Miguel, Santa Maria, Faial, Terceira e, especialmente, nas ilhas das Flores e São Jorge”.

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