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Abuso sexual infantil pode acelerar puberdade

O corpo é cronometrado para que as mudanças físicas e de desenvolvimento ocorram a seu tempo, mas o abuso sexual infantil pode acelerar esta cronologia, revela um novo estudo.

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O abuso sexual infantil tende a apressar o desenvolvimento físico e a chegada da puberdade, cerca de 8 a 12 meses mais cedo em relação a crianças que não tenham sofrido destes maus tratos, segundo um estudo da universidade americana Penn State.

 

«Embora a diferença de um ano possa parecer trivial no grande esquema de uma vida, este amadurecimento  acelerado tem sido associado a consequências negativas, incluindo problemas comportamentais e de saúde mental e cancros reprodutivos», esclarece Jennie Noll, diretora da Rede de Soluções para Crianças Maltratadas, no site oficial da universidade.

 

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O corpo é cronometrado para que as mudanças físicas e de desenvolvimento ocorram a seu tempo, assegurando que com as mudanças físicas o crescimento psicológico da criança seja adequado para lidar com os novos contextos.

 

«Situações de stress elevado, como abuso sexual na infância, podem levar ao aumento das hormonas de stress que iniciam a puberdade antes da sua linha de tempo biológica padrão», explica Noll. «Quando o amadurecimento físico supera o crescimento psicossocial desta forma, o desajuste no momento é conhecido como desadaptação».

 

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Os investigadores do estudo centraram-se no desenvolvimento do peito e dos pelos púbicos. «Descobrimos que as mulheres jovens com histórias de abuso sexual apresentavam maior probabilidade de transitar para estados mais altos da puberdade cerca de ano antes das raparigas que não foram abusadas, no que concerne ao crescimento de pelos púbicos, e um total de 8 meses mais cedo no que diz respeito ao desenvolvimento do peito», explicita Noll.

 

Este desenvolvimento físico prematura tem sido associado ao cancro da mama e dos ovários. Além disso, a puberdade precoce é vista como um potencial contribuinte para aumentar as taxas de depressão, abuso de substâncias e gravidez na adolescência.

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